segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

A mãe Terra

Um dos elementos que salvou minhas férias e garantiu um espaço de sanidade mental foi trabalhar com flores. Fui aprendendo a lidar com hortênsias, alamandas, beijinhos, maravilhas e onze horas. Como nosso pátio tem muito verde e arvoredo, queria dar cor aos diversos espaços.
Foi então que descobri a existência de uma confraria das plantas: com cada uma das pessoas com quem falava, sempre havia uma receita, seguida de uma muda de alguma nova espécie, numa solidariedade que levou a descobertas e cuidados especiais com cada uma: a que exige mais terra, mais água, ou folhas em decomposição para se alimentar.
Depois das mudas trazidas pela Neida e a Neli, hoje foi a vez da Alessandra trazer uma orquídea. Uma planta que, além de bela, ainda tem um perfume marcante, fazendo descer um cacho de cores e formas. Embora seja a professora Margareth a especialista em orquídeas, creio que a orientação da Alessandra vai incluir um novo elemento naquilo que é um incipiente jardim, agora também colocando cor nos diversos pés de árvores.
Somente quem ainda não pôs a mão na terra pode achar que o assunto não é interessante. Cada muda plantada, cada afago na terra para acomodar a planta, cada vez que se rega, um pouco do stress acaba sendo canalizado e eliminado. A mãe Terra tem seus segredos e é parcimoniosa em revelá-los. Não é para quem quer, é para quem ela escolhe. O povo diz que esta gente tem "mão boa", isto é, tudo o que toca e planta se transforma em vida. Saúdo a Terra e aqueles que encontram no seu trato mais do que um passatempo, um estilo de vida.
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