segunda-feira, 21 de novembro de 2011

A responsabilidade social de contestar

Os professores ligados ao Estado do Rio Grande do Sul resolveram em assembléia entrar em greve pelo piso salarial da categoria, com outras reivindicações em segundo plano. Contestar é um direito de qualquer categoria, mas também tem que se ver a forma de fazê-lo e, se peitando o "patrão", não acaba sobrando para a parte mais fraca que, neste caso, é o aluno.
Esta greve é uma greve política (óbvio, toda a atividade humana é política), tentando delimitar forças para futuras negociações, mesmo que o governo que hoje ocupa o Palácio Piratini seja o mais próximo possível do espectro ideológico da direção do Centro dos Professores.
Sei que toda a comparação é manca, mas a greve, neste momento, causando tanto prejuízos a todos, menos ao governo, parece com o caso da babá que pede aumento de salário, não consegue, e passa a descuidar da criança sobre a qual tem responsabilidade.
Porque não encontrar novas formas de contestação? Recentemente, duas categorias o fizeram. Os professores da rede privada fizeram uma "greve" no domingo! Queriam mostrar que a carga de trabalho fora da sala de aula é muito alta e que merece atenção. Também a brigada teve manifestações criminosas em que pneus foram queimados, bonecos foram espalhados e até artefatos explosivos estiveram em lugares próximos à sede do governo. Uma, criativa, a outra, de forma bandida, mas diferentes.
Somente no Brasil, dizemos que uma lei não pegou. Também, aqui, temos uma greve furada. Embora o ponto seja cortado para quem fez greve, o gosto de derrota fica para a sociedade que escuta discursos inflamados e "bem intencionados", mas acaba, literalmente, pagando a conta.
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