quarta-feira, 18 de julho de 2012

Para ser feliz


Hoje tivemos que pedir atendimento da Unimed para a dona França - minha mãe. Desidratada e com diarréia, teve um atendimento nota 10. Os garotos foram atenciosos, profissionais e carinhosos. Depois ela disse para uma amiga que já estava na hora de partir porque estava dando muito trabalho. Tenho estado ao seu lado todos os dias destes últimos anos e, como já disse, não julgo que seja um fardo. Pra ela, disse que lutava pela sua vida, porque era importante para mim. Mas que a sua partida não era algo do meu alcance porque tinha que ser um acerto dela com Deus.
Postando no Facebook, lembrei de um tempo em que tomávamos nosso chimarrão das 10 horas numa área onde estavam meu pai, mãe, minha irmã e meus sobrinhos. Compartilhávamos da leitura dos jornais e das fofocas do dia a dia. Hoje, restamos minha mãe e eu. Ela já pouco chimarrão toma. Mas o sabor daqueles momentos não tem como ser esquecido.
Estas pequenas coisas dão sentido à vida: a gente luta e se apega a ela porque ainda quer compartilhar momentos, reviver emoções e não deixar que se percam instantes que marcam nossas lembranças.
Quando conto estas coisas, compartilho as experiências vividas sinto o prazer de quem mostra a outras pessoas que para ser feliz não é preciso muito. Alguém me dizia que não conseguia ser feliz. Mostrei a ela que, na relação com três pessoas, ela tinha problema com uma e era adorada pelas outras duas. Então, ser feliz é uma opção que se faz, quando se exige menos e procura dar mais.
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