sexta-feira, 6 de julho de 2012

Depois de 200 anos

Quem reclamava da falta de chuva em Pelotas tem que estar contente. Nos últimos dias, Pelotas vestiu seu melhor jeito de ser Inverno: frio, chuva, umidade do ar chegando ao gosto de peixinhos de aquário. Alguém brincou e depois espalharam como se verdade fosse que Pelotas é a segunda cidade mais úmida do Mundo. Perdendo apenas para Londres.
Mas é um lugar bom de se viver: aqui, tudo é que nem no Brasil, sempre "potência". Especialmente quando chegamos aos 200 anos, desde a criação da Freguesia de São Francisco de Paula. Hoje, o Santo ficou restrito a um Seminário, uma avenida, um cemitério e uma creche. No demais, os políticos contrários aos bispos de então, conseguiram buscar um outro nome - Pelotas - vindo do termo "pelota", embarcação onde se transportava o charque desde as beiras do arroio Pelotas, até o porto, de onde era enviado para todo o país.
Depois de um período onde se viveu "deitado em berço esplêndido", cujo auge foi a existência do Banco Pelotense - fechado por Getúlio Vargas - passamos por um tempo em que comemos o "pão que o Diabo amassou".
Hoje, há sinais de que a "potência" pode ser realidade. No entanto, a pujança financeira precisa ser socializada e chegar àqueles que mantêm e azeitam as máquinas públicas. Eu, por exemplo, embora não sendo filho de Pelotas, me considero adotado por ela e tenho orgulho - sem desdenhar do meu Canguçu - de dizer que sou "pelotense". Cidadão que agradece a Deus por viver por aqui, mas quer ver este pedaço de Mundo transformado em desenvolvimento, especialmente o desenvolvimento da minha gente, que, depois de 200 anos, somente pede para ser feliz.
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