terça-feira, 3 de abril de 2012

Saúde e fraternidade


A Semana Santa já chegou. Ficou a impressão de que o tempo da Quaresma não foi suficiente para que trabalhássemos devidamente o tema da Campanha da Fraternidade: “Fraternidade e Saúde Pública”, apostando no lema “Que as saúde se difunda sobre a Terra”.
Historicamente tem sido assim, são grandes temas, com interessantes motivações, mas que, no início do ano, concorrem com diversos eventos: muita gente voltando das férias, início de aulas, a retomada das atividades pastorais. Falta o devido tempo para apostar na reflexão e na decisão de assumir práticas efetivas.
Mas este ano vai ser diferente. A Arquidiocese de Pelotas resolveu que, embora o tempo da campanha tenha sido delimitado à Quaresma, na prática, há um calendário que vai abranger o ano todo, com o envolvimento das comunidades, das paróquias, dos setores de serviços, mas também provocando a sociedade organizada para dar a sua contribuição.
Embora as Igrejas Cristãs tenham uma capilaridade que leva a todos os cantos e recantos de Pelotas, não é bom que se restrinja uma aposta que influencia, literalmente, a vida de todos. E todos se entende por todos mesmo: em algum momento, de alguma forma, podemos precisar do Serviço Único da Saúde, seja por um atendimento médico, um pronto-socorro ou, quem sabe, num acidente, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU – 192).
Infelizmente, quem dele se vale direta ou indiretamente tem muito a contribuir porque, dificilmente, alguém ainda não sentiu na pele o quando alguns destes serviços podem ser precários. Embora se saiba dos esforços de profissionais que se doam para salvar vidas, há também aqueles que apenas arrumaram um “bico” profissional, muitas vezes sem as necessárias condições técnicas, na estrutura de atendimento e na disponibilidade de medicação.
A proposta é clara: saúde também é uma questão de fraternidade, porque é o momento em que a pessoa está fragilizada e dependente de familiares ou da estrutura do Estado. Não podemos permitir que falte nenhuma delas, pois a nossa luta, com certeza, será para que a “saúde se difunda sobre a Terra”.
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