sábado, 24 de dezembro de 2011

Juntando os cacos


Entro em recesso durante o mês de janeiro, Volto em fevereiro. Grande abraço.

Pensei em não fazer nada a respeito de Natal ou de Ano Novo, nos comentários em jornal, rádio e televisão. Não deu: a provocação é grande e, querendo ou não, fazemos deste tempo um momento de reflexão, em muitos casos, de juntar os nossos cacos emocionais. Brinquei que nosso Deus é um Deus debochado. Embora todos os nomes que damos para o Natal: manjedoura, gruta de Belém etc. O que os gaúchos diriam é que Jesus foi colocado num cocho, numa estrebaria. O maior Ser do Universo contentou-se em provocar no homem o sentimento de amor ao próximo.
Um casal de atores viveu José e Maria pelas ruas de Porto Alegre. Tiveram a mesma sorte dos originais: perambularam pelas ruas encontrando alguns poucos bons Samaritanos. A lição: embora sejamos cheios de boas intenções, infelizmente, se o menino Jesus voltasse hoje, dificilmente nasceria em um de nossos espaços cristãos!
O tempo de Ano Novo, então, é exatamente este: dar uma chance para que repensemos nossas relações. Não é o que esperamos dos outros, mas o que podemos fazer por eles. Nisto está incluída a relação de casal, pais e filhos, irmãos, amigos, vizinhos, companheiros de trabalho. Não há boas intenções que sobrevivam a um espírito que está querendo se adonar de todas as bem-aventuranças! Pelo contrário, exatamente por ser um dom de Deus, nem sempre funcionam pela nossa lógica, mas por algo que está, exatamente, fora da lógica: a lógica de Deus.
A grande lição é não desistir, nunca. Manter o norte e auxiliar a andar o idoso que tropeça nas próprias pegadas; o jovem que fez opções que consideramos erradas (bateu a própria cabeça e tem que ser ajudado a reiniciar); aqueles que se sentem desgostosos porque a religião já não se enquadra em seus próprios conceitos. Abençoado 2012, com força e energia para reinventarmos a própria vida, com a alegria de quem se sente capaz de reiniciar a cada tropeço, sabendo que a felicidade nos dá pequenas provas e pode estar, ali adiante, ao nosso alcance.

Postar um comentário