quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Uma chance para a vida: aumenta a doação de órgãos

No início desta semana, a imprensa destacou o aumento no número de doadores de órgãos no Brasil. Ainda bem que, no Rio Grande do Sul, há algum tempo, isto vem sendo expressivo, pois além de campanhas muito bem feitas - destaque-se o trabalho da Adote, capitaneada pelo Chico Assis - ainda temos hospitais de referência para transplantes.


Passando, agora, algum tempo dentro de hospitais, acompanhando minha mãe, pode-se ver o quanto este trabalho é fundamental. Encontramos pessoas que poderiam ser beneficiadas e mudar a sua qualidade de vida, somente com o resultado das estatísticas de acidentes de trânsito.
Senão, vejamos: no último final de semana, 17 pessoas perderam a vida nas estradas gaúchas. Se, ao menos, a metade fosse doadora, em curto espaço de tempo teríamos diminuído sensivelmente as filas de espera.
Meu pai foi o precursor em colocar na sua carteira de identidade que era doador. Logo em seguida, também coloquei na minha um selo da Adote que mostra a minha disposição de que, em caso de falecimento, também meus órgãos sejam doados.
Mas não é suficiente. Infelizmente, a última decisão é da família. Por este motivo, é necessário que se estabeleça uma espécie de "equipe de motivação". Por ser um momento de fragilidade, em muitos casos, a decisão fica difícil. As pessoas não se dão conta de que a doação é uma forma de fazer aquele ente querido continuar vivendo. Não queremos perdê-los, mas porque deixar que seus órgãos voltem à terra, se podem salvar diversas vidas?
O doador, antes de mais nada, precisa conversar muito com seus familiares para mostrar sua decisão. E, no momento do infortúnio, amigos e demais familiares têm que estar presente e auxiliar na efetivação deste desejo. Afinal, a viagem final não se faz com o corpo, mas sim com o espírito. E, creio, ele fica mais leve se não nos apegarmos aquilo que "é pó e ao pó voltará".
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