sábado, 15 de setembro de 2012

Oferecendo a meu pai um braço amigo

As redes sociais, seguidamente, compartilham fotos de idosos ou de situações que envolvem idosos. É o que basta para lembrar meus pais, que alcançariam, este ano, 87 Invernos. Infelizmente, meu pai partiu no início no Verão do ano passado, e dona Francinha está em recuperação, mas sentindo as esperanças da Primavera!
Foram muitas situações vividas e sentidas com os dois. Numa ocasião, numa praia do norte do Estado, precisávamos atravessar uma rua movimentada, do supermercado em que meu cunhado trabalhava em direção à sua casa. Minha mãe já tinha segurado um de meus braços. Olhei para meu pai, que parecia confuso. Disse, sorrindo e oferecendo: "tem o outro braço". Ele segurou meu braço e foi com alegria que atravessei a rua com meus pais amparados. E amados.
Depois disto, foram muitas ocasiões em que compartilhamos situações de dependência: higiene, movimentar-se pela casa, chegar à calçada, aproveitar a sombra de uma árvore do quintal ou os poucos passos dados – na última vez que saímos de casa para um passeio - com o andador na Praia do Laranjal.
Não era a quantidade, mas o quando aproveitávamos em intensidade cada momento! Andar alguns passos tinha o valor de quilômetros de uma maratona! Mas conviver era – e continua sendo – um prazer inesgotável: nem que seja apenas numa lembrança!
Meus três tesouros: minha irmã, mãe e pai.

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