terça-feira, 1 de maio de 2012

A Marli entalou no escorregador.


Segunda à tarde perfeita: temperatura amena, sol aconchegante, quase sem vento e um convite: visitar o sítio da Aura e do Bruno, em companhia da Marli, Camila, Júlio e Otávio.
Um passeio pela propriedade nos levou até a casa da árvore, ideia do casal para o entretenimento dos netos. E que bela ideia! Uma casa perfeita, com uma área necessária para que os dois guris brincassem à vontade, entrando e saindo da casa e utilizando o escorregador.
Foi quando a avó – a Marli – disse que ia andar no escorregador. Eu já tinha achado que ela se aventurara bastante ao subir na árvore, não acreditei que iria descer escorregando. Tanto foi minha descrença que, na primeira vez, não vi o feito heróico! Na segunda, vi e não acreditei. Foi uma festa, que ela tenha se animado àquilo que eu, por exemplo, não me animei. Claro que o “entalou” ficou por conta da minha quota de maldade (mas que não faltou muito, não faltou).
A Marli trabalhou muito tempo na área pedagógica e, hoje, mantém um grupo de terceira idade com técnicas para aguçar a memória, fazer movimentos, exercitar o corpo. Claro que, faz parte, também o lúdico, a brincadeira, que ela não só recomenda para os outros, como pratica.
O que a Marli fez, eu queria ter feito. Mas não fiz. Infelizmente, vamos nos tornando adultos demais e esquecemos que os pequenos prazeres precisam ser usufruídos na hora em que se apresentam. Naquele momento, era andar de escorregador. Quem sabe, da próxima? Mas, antes, vou cuidar a largura para ver se não serei eu a ficar entalado. Como diziam os antigos: “cautela e canja de galinha não fazem mal a ninguém”.
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