sexta-feira, 23 de março de 2012

Implodindo pelo voto


A classe média brasileira – renda familiar a partir de dois salários mínimos e meio – vem aumentando, chegando, hoje, a 54% da população. Notícia interessante, quando se sabe de tantas desigualdades nacionais e regionais, especialmente se olharmos para a questão da oferta de educação, ou à discriminação pela cor, raça ou sexo.
Mas o ganho é grande. Tenho ouvido pessoas que conseguem, por exemplo, comer mais e melhor, porque podem, até, se dar a alguns “luxos”, como por exemplo, colocar iogurte na cesta básica.
Por outro lado, manchete de hoje diz que o governo federal está preocupado com o endividamento do país.  Para quem tem olhar atento sobre o que está acontecendo, isto não é nenhuma novidade. Infelizmente, temos no Brasil uma máquina pública que se autoconsome: nossos impostos vão para o gasto com o funcionalismo público e cargos comissionados, mas não vão para a qualificação de serviços ou a ampliação de investimentos.
De todos os impostos que gastamos para alimentar esta máquina, o que temos de retorno é pífio, quase nada. Não dá para se enganar e o chavão é verdadeiro: temos impostos de primeiro mundo e serviços de quarto mundo.
No frigir dos ovos, vai ser esta nova classe média, espera-se, que, mais consciente, pode fazer a diferença nas próximas eleições. Infelizmente, o que temos de máquina pública deveria ser implodida, em todos os níveis, e recomeçar de novo. Pena que isto não é possível. Mas, quem sabe, começando pelas próximas eleições municipais, em outubro, possamos escolher não aqueles que prometem ou que fazem obras nos últimos três a cinco meses (período que dura a memória do eleitor), mas sim quem tenha, além de ficha limpa, histórico comprovado de serviço ao bem público.
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