domingo, 7 de maio de 2017

A pobreza das nossas omissões

Te amo...
Quantas vezes apenas duas palavras ficaram aprisionadas nos olhos que te envolveram,
mas não tiveram coragem de libertar-se de preconceitos que pareciam antiquados?
Eu te amo...
Seria melhor assim...
Mas também faltou vencer a timidez e dizer o quanto queria que sentisses a vontade que tinha de manter-te em meus braços.
Eu te amo muito...
Com um sorriso tímido acenastes.
Só então consegui murmurar: "eu te amo..."
Não sei se a brisa levou minhas palavras até teus ouvidos.
Estavas longe.
Na etérea luz do dia que adormece em busca da paz, voltastes teus olhos.
Não. Não eram necessárias as palavras ditas.
O silêncio também tem o poder de dar significado à pobreza das nossas omissões.
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