segunda-feira, 20 de maio de 2013

O crepitar de uma saudade

Deixa o frio do lado de fora.
Fecha a porta e pode ir tirando o casaco.
Chega pra perto do fogo, esquenta as mãos,
aproveita o chiado da brasa que se forma
por baixo da chapa.
Tens tempo, tens muito tempo.
A chaleira já tem água quente.
O chimarrão está te esperando.
Aquece o corpo e a alma!
A sombra da saudade -
uma mãe, tia, avó -
estará mechendo as comidas
que já começam a exalar o cheiro
de todos os tempos da memória!
Pega uma banqueta e senta onde
possas ver o crepitar do fogo!
É jeito certo para que as lembranças
venham desenhar um sentimento
de gratidão em teu peito.
Quando o Minuano fizer sua peregrinação, lá fora,
aproveita o pelego para o banco
e te enrosca num ponche.
A noite é tua companheira, sorve cada momento
com a certeza de que o hoje e o ontem
estão muito pertos, especialmente quando
nos damos o direito de ainda sonhar!
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