domingo, 26 de maio de 2013

Francisco e uma nova Igreja Católica

O Papa Francisco surpreende e causa polêmica: depois afirmar que os ateus também “podem ser salvos”, desta vez defendeu que a Igreja Católica não deve estar fechada aos pecadores. Textualmente: "Jesus instituiu sete sacramentos e, com este tipo de atitude, estamos criando um oitavo, o sacramento da alfândega pastoral", Foi enfático: “somos muitas vezes controladores da fé, em vez de facilitadores". O Papa deu como exemplo um padre que recusa batizar uma criança filha de uma mãe solteira. "Esta mulher teve a coragem de continuar a gravidez [...]. E o que encontra? Uma porta fechada".
Benditas palavras: "isto não é zelo, isto é distância de Deus. Quando fazemos este caminho com esta atitude não estamos a ajudar o povo de Deus", acrescentou Jorge Bergoglio que, quando era o arcebispo de Buenos Aires, incentivou padres e bispos a batizarem as crianças nascidas fora do casamento.
Recentemente, assessorei a Pastoral da Juventude (PJ) Estadual, a convite da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, assim como a PJ da Diocese de Bagé, que se preparam para a Jornada Mundial da Juventude, realizada no Rio de Janeiro, na segunda metade de julho, fazendo com que jovens católicos venham ao Brasil para momentos de reflexão, oração e confraternização, com a presença do papa Francisco.
Em princípio, os organizadores do evento estimam em milhões, o número daqueles que dedicarão seu tempo a reforçar sua fé e fazer da Jornada uma alavanca para as mudanças que o papa tem afirmado e naquilo que tem testemunhado. O primeiro encontro de Francisco com jovens de todas as origens será um espetáculo capaz de comover e também motivar aqueles que, mesmo lá não estando, têm a sensibilidade de ver que, no atual momento da Igreja Católica no Mundo, este testemunho nas palavras e no testemunho, além de comover, arrasta!
Hoje, poderemos fazer mais ainda: à frente da Igreja Católica está um homem que não pretende atender à pauta da mídia, mas que, no dito e no que já fez, mostrou ter pulso para dizer que não precisamos de vaidosos, carreiristas e homens que disputam poder. Esta nova Igreja abre mão de tudo aquilo que a afasta de suas origens!
Em uma de suas manifestações recentes, Francisco pediu para que façamos “uma igreja alegre, em Jesus”. Uma receita simples como quando repete que deve ser “pobre com os pobres”. Somente nestas duas frases, teríamos muitas reflexões e muitas ações: a Jornada Mundial da Juventude vai ter e espraiar muita alegria. E, voltando às suas paróquias e comunidades, motivar os jovens a buscarem aqueles que foram a causa de muitos dos principais momentos narrados nos Evangelhos: o Deus que, encarnado, foi capaz de ser solidário! Uma mensagem que se alinha com o discurso do papa e que nos faz rezar para que refaçamos suas pegadas à beira do Mar da Galileia, na busca em atender àqueles que foram marginalizados fora e dentro dos muros da nossa santa e pecadora Igreja Católica, Apostólica, Romana!
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