domingo, 17 de abril de 2011

Fugindo das ruas


Não há sol.
As sombras, junto com a neblina,
dão aparência confusa,
às formas
que teimam em se deslocar nas ruas.

Uma árvore dormita
no silêncio daqueles
que se encolhem,
aconchegam-se para fugir
ao frio e aos pingos da manhã,
rebeldes a se envolverem
com cabelos, rostos, roupas.

Os vidros embaçados
tornam o mundo
ainda mais distante.

O frio consegue me atingir.
Quero cerrar os olhos,
mas, mesmo assim,
há neblina
que tolda o meu ser,
Entristece-me.
Não quero voltar às ruas.
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