segunda-feira, 27 de abril de 2026

Café com a Palavra: O olhar de Jesus

 

Bom-dia. Sente-se conosco. O café está servido e, com ele, a oportunidade de renovar os sentidos. Hoje, no Café com a Palavra, encerramos um ciclo de encontros. Ao longo deste mês, ouvimos vozes que cruzaram o tempo para nos falar de fé, humanidade e transformação, no episódio conhecido como o “paralítico de Cafarnaum”. Para fechar essa jornada, buscamos a cena de um telhado aberto, de uma maca que se torna desnecessária e de uma palavra que restaura o que estava paralisado. Prepare o seu coração. Vamos ouvir São Lucas contando esta história.


O Evangelho  de Lucas

Certo dia, enquanto ensinava, achavam-se ali sentados fariseus e doutores da Lei, vindos de todos os povoados da Galiléia, da Judéia e de Jerusalém; e ele tinha um poder do Senhor para operar curas.

Vieram então alguns homens carregando um paralítico numa maca; tentavam levá-lo para dentro e colocá-lo diante dele. E como não encontravam um jeito de introduzi-lo, por causa da multidão, subiram ao terraço e, através das telhas, desceram-no com a maca no meio dos assistentes, diante de Jesus.

Vendo-lhes a fé, ele disse: "Homem, teus pecados estão perdoados".

Os escribas e os fariseus começaram a raciocinar: "Quem é este que diz blasfêmias? Não é só Deus que pode perdoar pecados?" Jesus, porém, percebeu seus raciocínios e respondeu-lhes: "Por que raciocinais em vossos corações? Que é mais fácil dizer: Teus pecados estão perdoados, ou: Levanta-te e anda?

Pois bem! Para que saibais que o Filho do Homem tem o poder de perdoar pecados na terra, eu te ordeno — disse ao paralítico — levanta-te, toma tua maca e vai para tua casa".

E no mesmo instante, levantando-se diante deles, tomou a maca onde estivera deitado e foi para casa, glorificando a Deus. O espanto apoderou-se de todos e glorificavam a Deus. Ficaram cheios de medo e diziam: "Hoje vimos coisas estranhas!"

O Olhar de Jesus: O Teto que se Abre

Senti que o calor dentro daquela casa em Cafarnaum era denso, muito pelo fôlego de tantas pessoas que buscavam respostas. Eu falava sobre o Reino, quando um som que veio de cima interrompeu o meu raciocínio. Não era um ruído comum; eram mãos arrancando o barro e as palhas do teto.

A luz do sol, repentina e intensa, cortou a penumbra da sala. O que vi não foi apenas um buraco na estrutura da casa, mas a fresta da determinação. A poeira baixava sobre todos os presentes, enquanto quatro rostos apareciam no alto, suados e ofegantes. Eles não disseram nada, mas seus olhos comunicavam uma urgência que não pedia licença.

A maca começou a descer, balançando levemente - e perigosamente - sustentada por cordas improvisadas. A assistência, antes barulhenta, mergulhou num silêncio de espanto. Vi os escribas apertarem os olhos, incomodados com a desordem, e vi o povo recuar para dar espaço ao que descia dos céus.

Quando a maca chegou ao chão, junto dos meus pés, vi um homem paralítico, cansado e sofrido. Naquele momento, ele não era apenas um corpo imóvel; era a síntese de uma esperança que atravessou barreiras físicas. O teto estava aberto, mas o que realmente se escancarou ali foi a alteridade: aqueles amigos não buscavam algo para si, mas carregavam o peso do outro.

Olhei para o paralítico e, depois, para o céu visível pelo buraco. A cura havia começado muito antes das palavras que pronunciei. Iniciou na coragem de quem subiu no telhado. Quando ele se levantou, enrolou a maca e caminhou por entre a multidão que antes o bloqueava, o teto continuou aberto. Desleixo ou pressa? Desacomodados, nas discussões que muitas vezes não têm fim, era um lembrete de que, para o amor que age, nenhuma barreira se torna definitiva.

Encerramento

Com essas palavras de vida, fechamos a nossa série especial. Ao longo deste mês, sentamos à mesa com quatro depoimentos marcantes que desafiaram nossa percepção e alimentaram nossa esperança. Agora, a palavra está contigo.

Qual desses encontros mais tocou o teu caminhar? Como essas vozes repercutiram na tua vida? Queremos ouvir tua avaliação sobre esse mês de reflexões. Deixe teu comentário, envie tua mensagem. Afinal, o Café com a Palavra só se completa quando a semente germina no teu coração.

Um abençoado dia, obrigado pelo carinho e até o nosso próximo encontro.

(Revisão e imagem: IA Gemini)

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