domingo, 12 de abril de 2026

A finitude do horizonte

 Crônica poética


Há um tempo em que o
corpo já não acompanha o que devaneia a mente e o coração. Embaça a visão e o que se sonhou fica restrito ao aqui e agora. Adormecem as pálpebras e letargia cada fibra de um ser cansado, dificultando a possibilidade de se estabelecer horizontes. É uma longa jornada até superar o afã do desejo e conquistas, descobrir que é tempo de adormecerem os sonhos…


Desvelar rumos e chegadas têm o gosto do que se torna idealização: metas possíveis, o desejo de tocar no que foi quimera, onde repousam aspirações e se deseja que alguém ajude a espantar o que se torna pesadelo…

 

A finitude do horizonte. O Sol transborda as nuvens num espelho que abre mão do tempo. Onde imagens se transmutam, ganhando contornos irreais. Mesmo diante do que é desejo, há uma fronteira delimitando que se viva as consequências das próprias decisões.

 

Um álbum de retratos onde o destino esmaeceu os traços, preservou os contornos, restando fragmentos de recordações. Nas andanças, o Sol se pondo, demarca veredas, alimenta o olhar na chegada do possível. A derradeira luz permite que se sinta os passos cansados, trôpegos, as marcas que sulcam um pouco da história que se relutou em viver… (Revisão e imagem: IA Gemini


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