O Fio da Meada:
O Papa Leão XIV disse no último domingo (29) que Deus rejeita as orações de líderes que promovem guerras e que eles têm "mãos cheias de sangue". O pontífice já havia afirmado que é impossível permanecer em silêncio perante o sofrimento de vítimas indefesas, pois o que as fere, atinge toda a humanidade. Para ele, a dor provocada pelos confrontos é um escândalo para a família humana e um clamor diante de Deus. A situação exige uma postura ativa e corajosa de quem professa a fé.
As lideranças deveriam ser mais incisivas e menos diplomáticas com quem defende o uso das armas. Quem deseja o conflito não demonstra preocupação com referências morais ou com a paz. Cristãos que apoiam a guerra precisam encarar essa contradição, pois a essência do Cristianismo é o amor e a solidariedade. O uso da fé para justificar desatinos é um erro grave que desvirtua a mensagem deixada pelo Cristo que dizem seguir.
Sem meias palavras: quem defende armas e guerras distanciou-se do Evangelho há muito tempo. Muitas atividades, travestidas de interesses religiosos, tentam validar a violência através de um discurso vazio. O silêncio dos fiéis, infelizmente, transforma-se em omissão e cumplicidade. Este é o pior dos pecados para as relações sociais e para a construção de uma civilização verdadeiramente humana, pautada pelo respeito e pela alteridade.
Uma sociedade politizada não pode permitir que mandatários reneguem promessas de paz em favor de agendas bélicas. O empobrecimento das periferias, como no Brasil, é resultado direto dessa desordem global que prioriza o lucro sobre a vida. A omissão das instituições e igrejas aprofunda a crise ética. Resta a palavra como ferramenta de resistência num tempo em que o sofrimento de muitos “cristos” denuncia o silêncio dos cristãos. Semana Santa, mais do que a possibilidade de se falar em paz, deveria ser um momento privilegiado de se viver em paz.
(Revisão e imagem: IA Gemini).png)
Nenhum comentário:
Postar um comentário