terça-feira, 20 de novembro de 2012

Fim do fator previdenciário

Um dos grandes problemas que temos, no Brasil, é que, quando interessa ao poder econômico (diga-se aqui governo federal), as mudanças de regras acontecem em pleno jogo, sempre penalizando aqueles que aceitaram as regras que, ao fim, não são cumpridas. É o caso da aposentadoria por tempo de serviço. Quando comecei a assinar carteira de trabalho - ainda com uma carteira de menor, para quem não lembra, era verdinha, diferente da azul de hoje - a regra era clara: qualquer cidadão precisava chegar aos 35 anos de contribuição para poder requerer aposentadoria. Perfeito, se as regras fossem cumpridas. Não foram.
Como disse um deputado, há uma demanda reprimida de aposentadoria porque muitos, como eu, estão com o tempo cumprido ou já ultrapassaram, mas não querem cair numa regra perversa feita por um governo de centro - FHC, mas com a bênção da esquerda, Lula e Dilma, que nos retira até 30% dos vencimentos, diga-se de passagem, sobre um salário máximo que não chega aos quatro mil reais, quando, no nascedouro, o teto era de dez salários mínimos!
Há uma mobilização nacional para que se pressione o Congresso e também a presidente Dilma. Os rombos da Previdência não foram causados pelos aposentados, menos ainda pelos trabalhadores, mas por aqueles que - governo após governo - administraram mal os recursos que foram recolhidos - compulsoriamente, quando não foram desviados!
O senador Paulo Paim chegou a falar em greve de fome para que se aprove e sancione a mudança. Sugiro que todos pensem no assunto porque, se eu estou falando em causa própria, não esqueçam que se as regras não mudarem agora, haverão de causar problemas para as futuras gerações.
Numa emissora de rádio, uma repórter falou que "faltava responsabilidade" por parte de quem queria o fim do fator previdenciário. A pergunta que não quer calar é: "na ponta do lápis, os recursos existem, mas cumprem com o papel de pagar os aposentados e ainda injetar recursos no caixa do governo. Quem, afinal, tem que pagar a conta?"
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