sábado, 31 de agosto de 2013

Uma pedagogia para o homem

Seguidamente acompanho pelo Facebook ilustrações que buscam a valorização do professor, para que também se valorize o processo educacional. Embora todos sejam bem intencionados, não os compartilho, porque julgo que são equivocados. Da mesma forma, há um engano perigoso em se acreditar que um conjunto de meios eletrônicos pode substituir os elementos rotineiros de uma sala de aula nas diferentes etapas do aprendizado.
Recentemente, os diversos governos têm se preocupado em qualificar o ensino exigindo formação superior para os professores. Desta forma, aumentou o volume daqueles que obtêm graduação superior, em detrimento da qualificação para aqueles (as), que faziam do magistério (em nível de segundo grau), um ponto de partida para o grande desafio que é entrar em sala de aula e dar conta do recado.
As “pedagogias” do terceiro grau deixaram de lado a preparação prática, que, em muitos casos, estando no meio dos alunos, prova a velha máxima: “na prática, a teoria é outra!”. Não há uma receita única para lidar com uma classe de 20, 30 ou 40 alunos. Aprende-se no “olho no olho” que se tratam de indivíduos, cada um necessitando de certo tipo de motivação para encaminhar o seu aprendizado.
Eletrônicos podem servir como entretenimento. Veja-se uma sala de aula de curso superior em que, muitas vezes, um bom número de alunos encontra-se com seu notebook, tablet, smartphone acionados não nos conteúdos que estão sendo apresentados, mas viajando pela internet e pelas redes sociais. Neste caso, um professor pode se incomodar, mas precisa solicitar que, ou deixam seus brinquedos eletrônicos, ou deixem a sala de aula.
Também nas redes, seguidamente há postagens falando a respeito da integração entre a educação que inicia em casa e se prolonga através da escola. A formação de uma criança tem que ter, obrigatoriamente, a cumplicidade entre aqueles que são os responsáveis primeiro – os pais – e os que dão ao processo formal a continuidade para o caminho do amadurecimento.
Os recursos financeiros, físicos e eletrônicos são muito bons. Mas são apenas instrumentos que se podem aperfeiçoar. Uma das postagens recentes era de uma sala de aula a céu aberto na África, em que um professor tinha uma parede meio destruída, um quadro negro e cerca de 40 crianças sentadas em latas, tocos, bancos rústicos. Ali está o autêntico espírito do que é ensinar: força de vontade. Tanto de quem se propôs a ser um educador, quanto daqueles que foram motivados, distantes do conforto, a empreenderem uma longa caminhada que os diferencie para os rumos que desejam tomar em suas próprias vidas.
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