sábado, 10 de agosto de 2013

Trabalho infantil: um norte para o futuro

O programa Globo Repórter (Rede Globo) do dia 9 de agosto abordou uma das grandes preocupações quando se pensa em formar as novas gerações: o trabalho infantil. Por diversos motivos, crianças são levadas ao trabalho para completar a renda da família, criar uma renda para si mesma, ou mesmo atenderem aos ditames do mundo do consumo.
Diversos casos de crianças trabalhando em feiras, produção de bijuterias e fábrica de artefatos que utilizam pólvora. Em todos os casos, o desejo de conseguir alguns reais a mais faz com que desejem acelerar o processo, deixando de lado as mínimas condições de segurança.
Mas há o outro lado. O daqueles que já estando em condições de trabalhar, não o podem por determinação legal. Neste caso, como disse um juiz, é tratar cada caso em particular, levando em condições se a criança continua estudando e tendo bom rendimento.
Os exemplos eram bem pontuais: a menina em família bem constituída com boa desenvoltura para a música, que tendo participado como integrante de um grupo de aprendizado chamou a atenção do maestro que convenceu a instituição a contratá-la. Para a repórter, a menina disse que deixava de ser um peso para a família. Amorosamente, a mãe disse que não: “você não é um peso para nós, você é uma bênção!”.
O outro caso, de um garoto de 16 anos, vivendo numa casa de passagem, tendo um irmãozinho que dele depende, sem pais, que trabalha num supermercado e já sabe os degraus que vai precisar galgar para a sua realização pessoal. A orientadora da casa, em seu depoimento, disse que foi emocionante, porque desde o seu primeiro salário, todo o dinheiro foi para uma caderneta de poupança, a fim de auxiliar na sua vida a partir do momento em que, completado os 18 anos, vai precisar deixar o lar que hoje o abriga: “e quando eu for, vou levar também o meu irmão. Quero ter a guarda dele”.
No entanto, a grande sacada esteve nas palavras de um acompanhante de políticas para a infância, quando disse que a solução não está em se encontrar soluções paliativas ou localizadas. Está na escola. E este é o grande problema. Para a erradicação da pobreza, não é possível ter todas as crianças nos espaços escolares, em dois turnos, onde também possam ser alimentadas e usufruir de formação complementar.
Infelizmente, os poderes públicos ainda fazem muito pouco a respeito. Cobrar deles é prioritário quando se quer ver um novo destino para aqueles que serão os responsáveis pelas mudanças que tanto sonhamos. Mas vem de dois pais que tocam um sítio e também uma feirinha na cidade o exemplo: os filhos estudam toda a semana. No sábado, ajudam na feira: “porque a gente não quer que eles passem o que nós passamos. A gente faz o que pode e o que não pode para que eles tenham o futuro que nós não tivemos”.
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