domingo, 2 de junho de 2013

A Sagrada Família de Jesus

Jesus de Nazaré (não havia sobrenomes, mas sim a cidade de origem), é a figura central do cristianismo. Para os adeptos do islamismo, Jesus é conhecido "Jesus, filho de Maria” Para os cristãos os quatro evangelhos canônicos são a principal fonte de informação sobre Jesus, a que se somam outras fontes cristãs, como os evangelhos apócrifos (documentos considerados não oficiais pelo Cristianismo, quase todos datados a partir do segundo século), e um número escasso de fontes não cristãs.
Embora tenha pregado apenas em regiões próximas de onde nasceu, a província romana da Judeia, sua influência difundiu-se enormemente ao longo dos séculos após a sua morte, ajudando a delinear o rumo da civilização ocidental. Durante seu tempo de pregação (cerca de três anos), Jesus não saiu de sua terra natal. No entanto, há fortes indícios de que, em sua formação, tenha aproveitado as culturas próximas, como a Grega e a Egípcia, além do tempo que deve ter passado no Líbano, de onde provinha a matéria prima para seu trabalho e de seu pai.
De acordo com o relato do evangelho de Lucas, na época do rei Herodes o sacerdote Zacarias, esposo de Isabel (que seria prima de Maria), ambos já de idade avançada, recebeu a promessa do nascimento de João Baptista através do anjo Gabriel (considerado como precursor, aquele que vai batizar Jesus e que, mais tarde, será sacrificado tendo perdido o pescoço).
Os pais escolhiam o nome da criança e apresentavam ao sacerdote do templo fazendo uma oferta de sacrifício conforme a prescrição da lei judaica. Assim o nome escolhido por José e Maria foi Yehoshua, que em hebraico significa Josué. Na região da Galileia, onde se falava de um modo diferente do resto do país, abreviava-se o nome e pronunciava-se Yeshu. Os primeiros cristãos de origem grega traduziram por Jesus.
O nome de Yeshua era dos nomes mais comuns da época. O escritor Flávio Josefo, que descreveu a história Judaica de sua época menciona mais de 20 pessoas que se chamavam Jesus das quais, pelo menos 10 são do tempo de Jesus de Nazaré. Em hebraico, Jesus (ou Josué) significa “Deus salva”. Segundo Mateus, um anjo disse a José: “dar-lhe-ás o nome de Jesus, porque Ele salvará o seu povo dos seus pecados”.
O nome de Maria, originalmente, é Miriam, em hebraico, significa "Senhora da Luz", passado para o latim como Maria. Maria foi oferecida ao Templo de Jerusalém aos três anos e lá permaneceu até os 11 anos. O Novo Testamento começa seu relato da vida de Maria quando o anjo Gabriel aparece anunciando que Deus a escolheu para ser a mãe de Jesus. A tradição da Igreja e os escritos apócrifos afirmam que os pais de Maria eram um casal de idosos, São Joaquim e Santa Ana (padroeiros dos avós).
Ela se casou com José (com cerca de 90 anos e teria vivido até os 111 anos, com seis filhos) e o acompanhou a Belém, onde Jesus nasceu. De acordo com o costume judaico, o noivado teria ocorrido quando ela tinha 12 anos, o nascimento de Jesus aconteceu cerca de um ano depois. O Cristianismo acredita que Maria só teve um filho. A citação de “tua mãe e teus irmãos estão aí fora” tem duas explicações: Maria tivesse assumido filhos de um primeiro casamento de José ou que fossem seus primos, já que a estrutura familiar era coletiva, convivendo irmãos casados numa mesma casa.
Mateus narra a visita dos três reis Magos. Os magos teriam chegado a Jerusalém seguindo a trajetória de uma estrela e, ao encontrarem, adoraram-no e ofertaram ouro, incenso e mirra representando, respectivamente, a sua realeza, a sua divindade e a sua imortalidade. Por causa desta visita Herodes teria provocado o Massacre dos Inocentes.
A citação da agricultura nas suas Parábolas, em especial as do Reino de Deus, deve-se ao fato do auditório estar formado por agricultores e que Jesus trabalhou também como agricultor, pois José não sobreviveria apenas da carpintaria.
Postar um comentário