terça-feira, 8 de março de 2011

Dirigir na estrava: viver ou deixar saudade

Às segundas e sextas-feiras faço um comentário pela rádio Tupanci - http://www.radiotupanci.com.br - os mais variados possíveis e imagináveis. Nesta última segunda, ouvindo rádio, um pouco antes de entrar, em torno das 11h15min, ouvi uma matéria em que uma autoridade policial "adiantava" que todas as evidências levavam a crer que o acidente entre um caminhão de Pelotas e um ônibus de excursão entre Santa Catarina e o Paraná tinha indícios de responsabilidade do caminhoneiro.
Comentei a respeito, achando muita pressa em encontrar um culpado e pouco cuidado da autoridade em fazer uma manifestação, no mínimo, temerosa.
Pois à noite, fui surpreendido por meu sobrinho que contou ter chegado numa mecânica onde os funcionários estavam parados escutando meu comentário. Conversa vai, conversa vem e eles queriam me passar algumas informações que eu havia esquecido.
È comum, na estrada, responsabilizar-se caminhoneiros por imprudências. Mas não é bem assim. Uma generalização perigosa: claro que existem caminhoneiros irresponsáveis, assim como em qualquer outra profissão. Mas pela experiência de estrada, eles demonstram uma solidariedade necessária na hora da desgraça.
Tem mais, em época de festejos - Natal, Ano Novo, Carnaval - em certos horários, as estradas são proibidas para certos caminhões, impedindo esta categoria de um direito elementar: trabalhar. Serviço acumulado, a cobrança é dobrada e, muitas vezes, o corpo não aguenta.
Pena que exista a imprudência que leva à morte. Muitas vezes são poucos segundos para respeitar o sinal amarelo. Em outros casos, também poucos instantes para respeitar o cruzamento de uma rótula. E poucos segundos podem fazer a diferença - em qualquer categoria de motorista - entre viver ou deixar saudades.
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