segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Partilha de um sonho

Tenho um vizinho e amigo – João Jesus – que compartilha um sonho: reunir pessoas com alguma especialidade para socializar com crianças e adolescentes curiosos desejando encontrar um espaço no mercado de trabalho. Pois ao iniciar este ano, quando expressamos nossas boas intenções, decidimos tentar reunir ao menos cinco pessoas dispostas a sonhar o mesmo sonho (dizem que quando duas ou mais pessoas fazem isto, o sonho vira realidade) e colocar em prática.
Claro que também estamos “bem intencionados”, pois queremos constituir um grupo que vai do alvorecer da terceira idade (em torno dos 50 anos) até a idade que conseguirmos atingir fazendo o que pode nos dar prazer: teatro, dança, turismo... Em nossas conversas de beira de grade (as cercas já não existem mais há algum tempo), chegamos a pensar numa ONG (Organização Não Governamental), que propiciasse o espaço necessário e as mínimas condições. Não é impossível, mas é um sonho para ser colocado numa perspectiva a médio e longo prazo.
Por outro lado, a Marli – encostada e quase aposentada – gostaria de unir o útil ao agradável e trabalhar com idosos na perspectiva da afetividade, desenvolvimento cognitivo e praticas saudáveis que auxiliem a manter o corpo e a alma em movimento. Nestas andanças, ainda há aqueles que gostariam de colocar a sua espiritualidade numa nova perspectiva: sabem o quanto precisam da fé, dando sentido ao seu dia-a-dia, mas desejam ir mais longe do que algumas práticas religiosas.
Confesso que eu, embora um sonhador convicto, quando ouço estas coisas fico apenas com o desejo de que elas possam ser feitas. Algum tempo atrás, discutia com um padre, pois achava um desperdício os espaços das Igrejas ficarem restritos a uma celebração semanal, quando há tanta falta de lugares para ações envolvendo a população. Creio que da junção entre sonhos possíveis e boa vontade por parte de nossos dirigentes podemos oferecer entretenimento, informação e formação. Para além de qualquer tom político, ocupando o tempo, façamos a diferença entre viver plenamente ou simplesmente passar pela vida.
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