quarta-feira, 20 de maio de 2026

O avesso da palavra

Quartas com gosto de poesia:

​Quando entenderes porque estou mudo,

O silêncio te fará amadurecer;

No que não digo, entrego quase tudo,

Buscando o olhar que faz o amor valer.



O tempo abranda a voz na tempestade,

Resgata o que a disputa separou;

Na cumplicidade mora a liberdade,

De quem, no gesto, a paz reencontrou.


Palavras ferem fundo, marcam a alma,

Cicatrizes que o tempo teima em expor;

Mas há um sentido novo que acalma,

No querer bem, que vence qualquer dor.


​Bendito o olhar que busca o infinito,

Pois na incompletude a gente se refaz;

Sozinho, o rumo é sempre mais aflito,

É no caminho que o andante encontra a paz!


(Revisão e imagens: Gemini)

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