Texto:
De Felipe Silva
Queimei o barco. Não por coragem. Por necessidade. Porque algumas guerras não permitem rota de fuga. Ou você avança, ou é engolido pelo próprio medo. O fogo atrás de mim não foi símbolo de vitória. Foi a lembrança de que não existe mais amanhã confortável, nem descanso fácil, nem atalhos. Só existe o caminho adiante.Aprendi que quando você elimina a saída, a mente para de negociar com a fraqueza. A alma para de pedir descanso. O corpo entende que só há duas opções. Ou você vence, ou você morre tentando. E eu escolhi vencer.
Ninguém vê o peso que eu carrego nas costas. Ninguém sente o frio que eu engulo sozinho. Mas isso nunca importou. Meu destino não depende de aplausos. Depende da minha capacidade de continuar, mesmo quebrado, mesmo cansado, mesmo sangrando em silêncio.
A verdade é que não existe volta para quem nasceu para avançar. Não existe retorno para quem fez do próprio inferno a sua motivação. Quando eu disse que queimei o barco, não era poesia. Era fato. Era aviso. Era pacto comigo mesmo.
Vai dar certo. Não porque o mundo vai facilitar. Mas, porque eu não deixei alternativa. Porque cada queda me treinou. Cada perda me moldou. Cada noite escura me blindou. Eu não tenho aonde voltar. Eu só tenho onde chegar. E eu vou chegar. Custando o que custar. Porque quem queima o barco não teme a tempestade.
(Revisão: IA Gemini. Imagens: Canva. Este e outros textos em manoeljesus.blogspot.com. Áudio e vídeo em https://youtu.be/vjwo3UwL_U4)

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