terça-feira, 12 de março de 2013

“Não sou dono do Mundo...”

A única certeza que tínhamos quando do início do conclave que escolheu o sucessor de Bento XVI como novo papa da Igreja Católica Apostólica Romana é de que seria um integrante da Terceira Idade, pós 60 anos. Lembrei-me disto ao preparar uma oficina para um grupo que trabalha com espiritualidade no Centro de Extensão em Atenção à Terceira Idade da UCPel, porque poderia traçar os caminhos que percorrem a fé, a espiritualidade e a religião.
Nossa primeira oficina tinha este tema: “não sou dono do Mundo, mas sou filho do Dono!”. Interessante que muitos manifestaram interesse exatamente por este motivo: não temos intensão de fazer proselitismo (convencer de que uma religião é melhor), mas trabalhar para que cada um possa viver bem a sua religião, com honestidade, sabedores que filhos do mesmo Deus!
Foi uma tarde que passou muito rápido! Trabalhamos um texto do Luís Fernando Veríssimo que, depois de problemas com a saúde, recuperado, escreveu o texto “dez coisas que levei anos para aprender”. Fala da qualidade das pessoas, das fofocas, do viver com intensidade, das amizades e de que, mesmo com idade avançada, é preciso não ter medo de inovar, fazer novas experiências.
A reflexão fluiu, pois nos sentimos, diante da espiritualidade, como pessoas carentes – deficientes – que buscam alternativas não apenas para aprender conceitos de religião. Mas, diante das mensagens do dia a dia, viver diferentemente em sociedade, fazer a diferença – silenciosa e atuante – mesmo para aqueles que, muitas vezes, foram magoados não pelas religiões, mas por alguns religiosos.
Nossas oficinas serão sempre às segundas-feiras. De cada uma delas, os participantes sairão com uma tarefa (brincadeirinha: um tema) para cumprir durante a semana. Na primeira, receberam um cartão com uma frase positiva e provocativa. Devem fazer um novo cartão, copiar a frase ou outra, entregar a um amigo ou vizinho, e dizerem que faz parte da atividade que praticam em espiritualidade. Podem pensar que não é muito, mas eles já se sentem vivendo algo diferente que, mais do que lhes dar satisfação, os leva a serem agentes positivos nos ambientes onde vivem.
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