domingo, 11 de julho de 2010

Torrei o amendoim

A expressão é: “rei morto, viva o rei!” Significando que acabado com um é preciso que o trono não tenha vacância e se escolha um novo. Pois a África do Sul cumpriu seu papel ao realizar a Copa do Mundo de Futebol da FIFA. Agora é a vez do Brasil, em quatro anos, aperfeiçoar o que tem e criar o que é necessário, especialmente em infra-estrutura, para atender a milhares de profissionais e turistas que acompanharão o evento.
Mas não são apenas os governos, em todas as instâncias, mais as instituições ligadas ao futebol, que podem ganhar com esta realização. É um espetáculo que exige investimentos macros: estradas, transporte, comunicações, saúde; mas também em áreas bem mais simples: como pedreiros, copeiras, recepcionistas, motoristas, etc.
O ingrediente fundamental é a capacidade de investir e de ousar para encontrar nichos que possam ser ocupados. Na África, até o pessoal que vendia nas ruas: lanches, lembranças e bandeiras ou chapéus (inclusive a malfadada vuvuzela), foram instruídos em como receber e tratar os turistas. E isto não vai se dar apenas nas 12 sedes que terão os jogos, mas em muitas cidades de médio e pequeno porte que também poderão abrigar as preparações e... Investimentos, grandes investimentos.
Porém, é necessário mostrar serviço, que inicia agora quando a tempo de preparar projetos e candidatar as sedes. O desenvolvimento das diversas áreas do Estado permite que muitas micro-regiões se candidatem, até em conjunto, buscando prestar um serviço e receber benefícios. Há recursos públicos, que devem ser bem fiscalizados, e privados que tem razão em esperar retorno, mas sem a ganância que inviabiliza bons serviços.
O professor Sílvio tem razão: não sou um bom cozinheiro. A brincadeira foi porque, no artigo anterior, contei que aprendi a fazer pão. Recentemente, seguindo o aprendizado da cozinha: torrei o amendoim. Sou um cozinheiro burocrático, repito receitas, e me falta ousadia para aventurar em ingredientes diferentes. Esta será a diferença entre aqueles que apenas assistirão à Copa de 2014 e aos que encontrarão brechas criativas para seus negócios e municípios, em quatro anos que prometem modificar o Brasil. Tomara. Que venha a Copa e sejam bons e comoventes momentos para todos nós.
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