domingo, 8 de março de 2026

Sonhos e Horizontes

Crônica poética:

Quando se almeja o horizonte possível? A realidade restringe o que se idealiza, o que não se pode alcançar na esperança de que vire sonho - e não pesadelo. Mesmo diante do desejável, há uma fronteira: viver o aqui, o agora, assumir as consequências de decisões, acreditando que a estrada do possível não é feita apenas de nuvens que se desfazem com os primeiros ventos do outono.

Os sonhos são imagens que não se alcançam na realidade. Os dedos formigam no desejo de afagar o que ficou perdido em significados. É o instante em que os fantasmas nos visitam e atendem aos desejos não expressos; a liberdade que se alcança apenas no etéreo, onde reside um mundo construído à parte…

Os calos nas mãos e o olhar cansado sedimentam o caminho, garimpado passo a passo. Temos a certeza de que as conquistas não surgem por milagre, mas pela energia acumulada quando se consegue estender a mão para desenhar o horizonte - o lugar de proximidade com o Eterno e a promessa de, enfim, chegar ao sonho da casa comum…

(Revisão e imagem: IA Gemini. https://youtu.be/3R6GVB6IrrU)

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