sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

Paz, equilíbrio e saúde mental

O fio da meada:

Retorno aos espaços em jornais e redes sociais, tratando de temas da atualidade. Estou atrasado, mesmo assim, gostaria de falar sobre a campanha Janeiro Branco. Trata da depressão, doença que se manifesta por meio da tristeza, perda de interesse, redução da energia, angústia, ansiedade... Uma realidade em expansão entre pessoas com mais de 60 anos. Embora a ciência possibilite a longevidade, a qualidade desse tempo de vida ainda impõe desafios. O adoecimento emocional na velhice cresce em ritmo diferente do aumento da expectativa de vida.

Nesse cenário, a Janeiro Branco, iniciada pelo psicólogo Leonardo Abrahão, que ganhou repercussão nacional, atua como um alerta para a conscientização sobre a saúde mental de um grupo que enfrenta a solidão. O tema deixa de ser uma questão de bem-estar individual para se tornar uma questão de saúde pública. O impacto atinge as famílias e evidencia a necessidade de redes de apoio e de cuidadores capacitados.

Desde 2014, a campanha propõe ações que garantam o acesso ao atendimento psíquico nos sistemas público e privado. O sofrimento da mente não é um problema restrito ao indivíduo ou à família, demanda atenção social e estrutural. Além de buscar viver mais, torna-se necessário preparar o ser humano, desde a infância, para as etapas do envelhecimento.

Motivo pelo qual a Janeiro Branco não é apenas campanha de um mês, sequer de um ano: precisa ser um alerta constante. Acolher e tratar a questão evita o desgaste de núcleos familiares e instituições. O lema deste ano - Paz, Equilíbrio e Saúde Mental - convoca ao olhar preventivo para quem cuida e para quem convive com o idoso. A abordagem exige o abandono de preconceitos diante da finitude: a certeza de que a vida pressupõe o nascimento e, um dia, a definitiva partida…

(Revisão: IA Gemini. Imagens geradas pelo Canva. Este e outros textos em manoeljesus.blogspot.com. Áudio e vídeo em https://youtu.be/v378016lMyk)


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