segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Uma postura diante da vida

Quando estamos nos preparando para entrar no ar, pelo “UCPel Notícias”, é comum que um dos técnicos das câmeras – Tiago, Roberto ou Marcelo – peça: “fulano, postura”. É a forma de chamar a atenção para um possível erro de enquadramento, arranjo das roupas ou ainda a tradicional curvatura da coluna, ficando “dobrado” para frente.
Foi do que lembrei ao pensar numa mensagem para sensibilizar os leitores que estão fazendo a virada de 2008 para 2009: postura! É um elemento fundamental para nos lançamos a um novo desafio, que é um ano novo. Postura é tomar uma atitude diante da vida, das nossas relações familiares, afetivas, ou mesmo de trabalho. Que, na maior parte das vezes, precisa de uma decisão pessoal em que não é possível haver omissão, pois não decidindo a melhor forma de seguir em frente, desleixa-se da postura e apenas vamos descartando folhinhas do calendário.
Assumir uma atitude não é parecido com aquelas “boas intenções” que demonstramos a cada virada de ano quando entra na roda: um regime, a busca por um emprego, a caminhada diária, reencontrar um amigo, prestar aquela ajuda prometida há muito tempo... É mais, pois, quase sempre parte de um alerta daqueles que nos acompanham: profissionalmente, por um “toque” de quem vê que enveredamos por um caminho errado; em nível familiar, quando o desgaste de uma relação diz que podemos estar judiando de quem não merece; emocionalmente, ao relaxamos o convívio com aqueles que foram tão importantes até pouco tempo atrás; espiritualmente, ao nos deixarmos atrapalhar por pessoas, crendices ou costumes que não geram paz, mas temor, angústia e um espírito frágil e adoentado.
Quem sou eu para sugerir que se retomem hábitos. Mas, neste início de ano, reveja como é belo o 6 de janeiro, dia dos Reis Magos, antigamente comemorado no Estado como data de troca de presentes. Depois do nascimento do menino Jesus, os primeiros a acolherem esta generosidade de Deus foram os pastores, mas, em seguida, vieram aqueles que trouxeram um pouco das riquezas tiradas da mãe Terra: incenso, ouro e mirra!
Então, se o Natal passou batido e, em muitas ocasiões, lhe pareceu que se tornou “obrigação” presentear alguém, agora o faça por decisão própria! Alie-se àqueles que foram a Belém seguindo o próprio coração, certos de que a estrela ao guiá-los era, mais do que um indicativo de luz, um indicativo de paz, de uma postura positiva e espiritualizada diante da vida.
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