O Fio da Meada:
Sábado passado (23), assisti a um depoimento contundente do Dan Stulbach no Jornal do Almoço, da RBS TV 📺. Falava sobre o feminicídio e confessou uma dor que, tenho certeza, é de todos nós: a frustração. 💔O ator já emprestou o rosto e a voz para inúmeras campanhas contra a violência doméstica, mas desabafou que dá um desânimo enorme ver que, apesar de tanta informação circulando, os números insistem em não baixar.
A fala acendeu um alerta e fez pensar: onde é que estamos errando? 🤔 Será um problema de segurança, de educação ou de cultura?
A verdade é que a polícia e as leis — fundamentais e rigorosas — chegam quando o crime infelizmente já aconteceu. E a escola, por si só, não tem dado conta. O próprio Dan lembrou de algo essencial: esse drama não escolhe classe social, nível de estudo ou conta bancária. Homens bem informados, com berço e diploma, também agridem e matam.
🛑 A raiz do mal está em um porão muito escuro do inconsciente coletivo: a ideia de que a mulher é um apêndice do homem.
Muitos aprenderam a falar bonito em público, a usar o discurso correto nas redes sociais, mas guardam trancado na intimidade aquele sentimento arcaico de posse. Quando a mulher decide caminhar com as próprias pernas, pedir o divórcio ou simplesmente dizer um "não", o homem sente que está perdendo um pedaço do seu patrimônio. A reação a essa autonomia é a destruição. 😢
🗣️ Informação já temos. O que falta é coragem para mexer na estrutura cultural e na forma como se educa os sentimentos e o respeito dentro de casa.
Campanhas ajudam, mas o silêncio dos lares só vai ser curado quando a posse der lugar, de uma vez por todas, ao amor que liberta. Sob pena de continuarmos assistindo à falência da civilidade diante do que é uma chaga social transformada em barbárie.
(Revisão e imagem: Gemini)
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