Crônica poética:
Os girassóis se recusam a ficar no escuro. Fazem uma eterna peregrinação ao longo do dia. Perseguem a luz do Sol. Sem pressa, seguem o relógio em que o Astro Rei marca os céus com o tom de suas cores e do seu calor. Respeitam a bússola que lhes confere sentido. Acompanham quem lhes dá vigor até que, à noite, voltem ao leste, certos de que haverá um novo alvorecer.
Ao darem bom-dia à existência, alimentam um universo de abelhas e insetos que transmitem o pólen a outras plantas, na sequência de um ciclo de persistência e determinação. Arfam e suspiram na força do tempo em que se expõem ao que é puro e renovado prazer.
Ao florescer e, finalmente, amadurecer, interrompem a sua andança. Ficam, permanentemente, voltados ao nascer do Sol, sedentos pelo calor dos primeiros raios, a fim de nutrir suas sementes e conviver com os seres que ajudaram a gerá-los.
É um tempo em que, na ausência da sua fonte vital, voltam-se aos companheiros em busca de alento e apoio, na angústia por evitar que murchem; mantêm a cabeça erguida, resilientes, fortalecendo o significado da solidariedade.
Diversas fases, diversos tempos, um outro sentido para quem já percorreu uma longa jornada acarinhado pelo Sol. Sabem que a sua plenitude é o sentido do encontro - o sinal de que sua partida alimenta a terra, onde brota o que foi o melhor de si: não desistir de cultivar a própria vida!
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“Sabem que a sua plenitude é o sentido do encontro - o sinal de que sua partida alimenta a terra, onde brota o que foi o melhor de si: não desistir de cultivar a própria vida!”
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(Revisão: IA Gemini. Imagem: Canva. Áudio e vídeo em https://youtu.be/7XgdRtVFrCw)
