domingo, 4 de dezembro de 2022

As cores de que tanto se precisa


Conversava com uma vizinha em frente à casa e fiz uma provocação: “participas de um abaixo-assinado comigo?” Perguntou logo qual era e expliquei: “pela volta do colorido dos prédios do condomínio à nossa frente”. Deu uma risadinha e concordou: “assino, sim”. O dito tem poucos anos e no projeto inicial todos os edifícios eram pintados com cores diferentes, sempre combinando duas em que uma se destacava e a outra dava fundo. Depois de uma reunião, os moradores optaram por um cinza, uma cor neutra...

Recentemente, foi pauta nos noticiários de Porto Alegre a pintura de painéis em paredes laterais de imóveis. Quase sempre com registros do cotidiano ou de lembrança de personagens da história recente. Embora possa correr algum perigo por nossas calçadas serem mal conservadas, vale a pena erguer os olhos e se deparar com o diferente em meio a construções que primam pelo cinza e cores mais baratas e sem graça. Painéis que muitas vezes ultrapassam cem metros quadrados e desafiam a lógica na sua execução.

Não gosto de prédios com cores agressivas, mas daqueles que se harmonizam com o ambiente. São diferenciados exatamente porque chamam a atenção sem serem “exibidos”. Sabem vestir-se de cores adequadas para conviver e deixar as suas marcas. Pode-se destacar que a correta utilização das cores ajuda a equilibrar os ambientes, faz bem aos que habitam, gerando bem estar. A consequência é a redução do estresse, facilitar o convívio, auxiliar no controle da ansiedade, da angústia e da depressão.

A psicologia das cores comprova que influenciam nosso comportamento social. As pesquisas feitas por esta área do conhecimento demonstram que muitas das nossas decisões diárias são estimuladas pelas paletas de cores que nos são apresentadas. No seu sentido mais amplo: trabalhar em lugares com cores neutras ou estimulantes; andar por onde se tem vontade de afundar as mãos nos bolsos ou dançar pela rua; Frequentar ambientes em que as cores acolhem ou estimulam atividades físicas e sociais...

Somente para citar dois exemplos: o uso da cor amarela traz leveza, descontrai, gera otimismo. É utilizada em ambientes em que se precisa de criatividade produtiva, lidar com jovens e tornar lugares mais alegres. Veja o caso da cor roxa, que é considerada a cor da sabedoria, mas remete, também, à fantasia, ao mistério e à espiritualidade. Seu uso adequado pode, além do conforto, dar a sensação de bem-estar tão necessário em lugares de estudos, trabalho, convívio familiar, áreas urbanas recuperadas.

Estamos longe de ter uma cidade em que se privilegiem os ambientes como espaços de harmonia e relaxamento. Nossas ruas, na maior parte das vezes, são feias e sem graça. Quando, ainda, os moradores não auxiliam, torna-se pior. Pode ser o descarte adequado do lixo, a pintura mais exuberante, a planta que roube o verde do asfalto e da calçada de cimento... Não é gasto, é investimento. Quando se melhora a casa não está se fazendo um favor, mas dizendo que viver em sociedade é fazer do coletivo a própria felicidade.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2022

Me chame pelo meu nome...

Muito daquilo que a gente não entende

Acaba por parecer estranho.

O desconhecido assusta,

Então, se prefere as sendas rotineiras,

Que terminam em tédio,

Na mesmice, a repetição que anula a vida.

É triste quando a memória faz esquecer

Daquilo que já nomeamos...

 

Sabes aquela música que eu não sei o que diz,

Numa língua que eu não conheço,

Porém acompanho a melodia, cantarolando,

E me faz cerrar os olhos em doces devaneios?

 

Sabes aquela necessidade de procurar por um nome,

Especialmente quando é alguém diferente,

Que pode ser um autista, um down, um deficiente, um idoso,

Quando se esquece que também tem a bênção de ter um nome

E se chama Luiza, João, Margarete ou André?

 

Sabes aquela criança que apenas consegue se manter em pé,

Desengonçada, e cria o ritmo que harmoniza

O riso com a surpresa, a gratidão com o carinho,

E ginga como se o compasso da vida lhe regesse os passos?

 

Sabes aquele velhinho que ao sorrir

Traça no rosto todas as lembranças da sua história,

Página por página, conta os casos que

Não cabem apenas na realidade,

Mas precisam da imaginação?

 

Pessoas que gostariam de serem chamadas pelo próprio nome.

Por favor, não espere que eu tenha a palavra certa,

A maior parte do que digo emerge

Da profundidade dos meus devaneios...

É onde tenho a sensação de alcançar

A magia que me sintoniza com o Universo.

 

Talvez eu já não lembre de tudo

O que compartilhei contigo.

Se eu não sou aquele que imaginou,

Apenas, segure a minha mão,

Me dê um olhar de carinho,

Me abrace forte como numa despedida.

Lembre-se que um dia eu já fiz o mesmo contigo.

Me chame pelo meu nome.

Me ajude, apenas e tão somente,

A envelhecer com dignidade e a ter o direito de ser feliz...

terça-feira, 29 de novembro de 2022

Educação: a hora é agora

Os administradores eleitos no estado e no país já estão bem alertados de que precisam voltar os olhos para a educação. É momento estratégico para realizar um pacto por um ponto de corte na linha do tempo do ensino. Eduardo Leite, eleito, se comprometeu com alguns partidos da sua base a implementar o ensino em dois turnos, em um número maior de escolas, afirmando que seu governo vai priorizar a área nos próximos quatro anos. E o governo federal traz nomes reconhecidos, tendo preocupação com o social.

O que é um “ponto de corte”? Não é novidade, países já o fizeram ao compreender que a verdadeira alavanca de qualquer processo de desenvolvimento se constrói priorizando a educação. Reação a um quadro semelhante ao atual: de infraestrutura, superlotação de salas de aula, evasão escolar, para citar alguns problemas agravados nos últimos anos pela Covid-19, que escancarou as diferenças sociais, já que, mal ou bem, escolas particulares conseguem sobreviver, enquanto a pública não tem como se manter.


Para quem acha que isto é conversa fiada, acesse a base de dados do Ministério da Educação. O Sistema de Avaliação da Educação Básica aponta que entre 2019 e 2021 o índice de crianças que não sabem ler dobrou. De 15,5% passou para 33,8%, entre alunos do 2º ano da educação infantil, na faixa entre sete e oito anos. O número mais trágico é apontado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância: dois milhões de estudantes, com idades entre 11 e 19 anos, no país, abandonaram a escola durante a pandemia.

Se já é preocupante a questão do conhecimento, fica mais difícil quando especialistas alertam que a Covid-19 foi elemento preponderante para a falta de sociabilização de parte dos alunos iniciantes. Houve recuo sócio emocional que afetou a individualidade e o desempenho na interação grupal. Com um ensino deficitário, foi atraso que compromete as futuras gerações. Escancara o pensamento de que o acesso qualificado à educação se transforma em privilégio de alguns e não num direito de todos.

Infelizmente, a relação entre cidadão e governo, no Brasil, é clientelista: a candidatura é oferecida, conquista-se o voto e se espera algo em troca. A pregação do “vamos fazer juntos” é somente discurso diante da realidade de uma população que, entre outras, lhe falta a educação política. Por desconhecimento, torna-se refém da própria ignorância. Não é à toa que, por se ter “políticos de estimação” os resultados das urnas são contestados pelo simples fato de que o meu grupo não foi vitorioso. Então, não vale...

Os discursos dos candidatos precisam deixar de ser apenas cartas de intenção e virar propostas concretas. Não importa em quem o senhor ou a senhora votou. A eleição dividiu o estado e o país e vai levar um tempo para sarar as feridas, se é que serão curadas. No entanto, engessar atividades públicas é causar prejuízo maior à parcela da população que sequer consegue entender o porquê do seu sofrimento. A mudança real inicia com a sociedade assumindo que a hora é agora para dar uma virada na educação.

domingo, 27 de novembro de 2022

Minha doce e louca amiga...

Quem chegava ao memorial da Irmã Dulce, em Salvador, na Bahia, nos últimos dias, encontrava como recepcionista uma velha conhecida da população pelotense: a jornalista Carmem Lopes, que por aqui atuou como repórter de geral, na RBS TV, e, depois, também, na cobertura esportiva, especialmente em futebol, sendo a primeira mulher nesta área. Em seguida, alçou outros voos pelo estado e também em nível nacional. Recentemente, reatamos contato pelas redes sociais e pelo whatsapp.

Como se diria antigamente, nos conhecemos em “priscas eras”. Eu assumia a assessoria de comunicação da Prefeitura de Pelotas, no governo do Bernardo de Souza, e a Carmem iniciava como repórter. Facilmente nos tornamos amigos, pelo respeito que tinha pela profissional que já se vislumbrava. Fazendo cobertura de política, era fácil fazer a troca de figurinhas que, se a beneficiavam, também me davam a ideia do quanto alguns assuntos já haviam se tornado público e qual a sua repercussão.

Aposentada, continua com o espírito perspicaz e não sossega. Qual não foi a surpresa quando postou o primeiro vídeo dizendo que estava a caminho de Salvador. Até aí, nada estranho, muitos vão para a capital do Axé fazer turismo, se deliciando com a acolhida e a culinária baiana. Mas não era este o motivo da viagem. Havia se oferecido para trabalhar como voluntária temporária no memorial da Irmã Dulce. Levou a sua competência, o espírito determinado, vestindo, literalmente, a camiseta da instituição.

Por um período, ficou junto ao complexo hospitalar onde um mutirão de solidariedade atende população carente, de forma gratuita, pelos serviços do Sistema Único de Saúde. Na chegada, contou: “foram 2h15 conversando com pessoas e me surpreendendo. É difícil jornalista se surpreender, mas a estrutura que vi num hospital filantrópico, que se mantém só com doações e verbas do SUS, não vi em nenhum hospital que conheci, até hoje”. De surpresa em surpresa, a gaúcha conhecia uma nova e desafiadora realidade.


Confesso, não sabia deste lado espiritualizado da Carmem e a capacidade de fazer promessa intercedendo por amigos. E não pensem que o trabalho é apenas burocrático. Foi convidada a fazer um tour por onde a irmã Dulce andava, pedindo doações durante o dia e, à noite, recolhia os pobres para alimentá-los. Não é um turismo convencional, mas a oportunidade de conhecer o outro lado daquilo que comumente se vê em Salvador e será oferecido àqueles que também sentem a necessidade deste desafio.

A Carmem tem uma “loucura” que só pode ser de Deus. Fotos, vídeos e textos trazem a felicidade que fica além das palavras, com o sentimento de paz e tranquilidade que seu rosto estampa. É mais do que coragem, é arrojo, determinação, sentimento de cumplicidade com quem se beneficiou da sua promessa e a instituição que a acolheu. Não creio que as Obras Sociais da Irmã Dulce já tivessem visto outra “carmem”, assim. Nós já. Mas a gente reparte. Juntando gaúcho com baiano, tá aí uma boa “baiúcha”!

sexta-feira, 25 de novembro de 2022

Partidas e despedidas

Senta aqui,

Senta aqui ao meu lado.

Na despedida, as palavras são desnecessárias.

O olhar, a lágrima, um carinho

Dizem mais, calam mais fundos,

Deixam a sensação de que partidas

Têm sempre a possibilidade do retorno.

 

Procurar motivos para a despedida é inútil.

Como buscar sentido no rio que corre,

Cumpre seu destino,

Deixa marcas nas costas de onde

Recebe vitalidade e torna fértil as terras?

 


Quando o trem apitar na última curva dos trilhos

E as cancelas começarem a ser levantadas

Para apaziguar o trânsito,

Ainda terás tempo de pegar tua bagagem

E tomar o rumo da plataforma.

Embarcar ou não vai ser uma decisão tua.

Deixarás para trás lembranças e saudades.

Não te prende a elas,

Mas também não te faz refém

Do que te trouxe tristezas ou alegrias.

 

Por onde andares, quando encheres os olhos

Com tudo o que o Mundo te proporcionar,

Ainda restará a possibilidade de uma volta.

No entanto, não te enganes:

Nada mais será como antigamente.

 

Quando me encontrares cansado e alquebrado,

No mesmo banco, na mesma estação de trem,

Pelos mesmos trilhos que te levaram e aos teus sonhos,

Seguiu o tempo que um dia te encontrará

Aqui, sentado neste mesmo lugar.

 

Serás testemunha de outras despedidas,

Agoniado com as partidas.

Perdendo um pedaço do teu próprio ser,

Sabendo que o trem que parte,

Mais cedo ou mais tarde,

É aquele que acaba voltando.

 

Senta aqui,

Senta aqui ao meu lado.

Um dia a gente parte,

No outro, partem aqueles que amamos.

O gemido do trem que se afasta

É o mesmo que, um dia, vai apitar na chegada,

Encher teu coração de alegria,

Pois já terás teus próprios fantasmas para

Mostrar que estás mais próximo

De embarcar na viagem que

Dá sentido a todas as partidas...

E a todas as despedidas!

terça-feira, 22 de novembro de 2022

Guerra e ecologia: um roteiro de omissões


O que se pensou ser um pesadelo, infelizmente, se transforma em realidade: o sonho de paz de homens e mulheres de boa-vontade é destruído por mãos que potencializam a morte. Recentes episódios na guerra da Ucrânia e a realização da Conferência do Clima, no Egito, são a demonstração da incapacidade de alguns seres humanos para o convívio social. As provocações demonstram o perigo que é andar na fronteira da sanidade, com a possibilidade de que Rússia e Estados Unidos usem seus arsenais nucleares.

O encontro de preservacionistas – delegados dos países signatários da Convenção, que têm poder de voto; jornalistas e organizações não governamentais (ONGs) - precisa ser mais do que “turismo ecológico e político” para se transformar numa freada, já que sinais de alerta foram dados pela Natureza há um bom tempo, e se tem a oportunidade de que ações levem o mundo a conter o impacto das mudanças climáticas a um aumento de, no máximo, 1,5 graus centígrados na temperatura média da Terra.

Quem assistiu a filmes em que se mostra a devastação de áreas atingidas pelo impacto nuclear tem ideia dos efeitos de curto prazo, em áreas possíveis de serem delimitadas. Mas, a médio e longo prazo, todo o planeta irá sofrer naquilo que foi simbolizado por céus enegrecidos pela radioatividade, abandono das estruturas urbanas, formação de escombros, diminuição na produção industrial e agrícola. A consequência será a falta de serviços e uma multidão de famintos e esfarrapados perambulado desnorteados.

O ufanismo do século XX precisa dar lugar ao alerta. Pensar que os recursos do planeta são inesgotáveis é falácia. Embora a pompa política que envolve a Conferência Climática, um dado é fundamental: definir as capacidades e os limites do mundo e da sociedade para se adaptar às mudanças. Elas são fato e discutir é perda de tempo, atrasar medidas que já deveriam ter sido tomadas. Não é somente por nós, hoje, mas pensando nas gerações futuras, que não podem ser responsabilizadas por nossos erros.

A perspectiva é catastrófica quando se junta no mesmo roteiro a omissão de países e os discursos inflamados, mas sem substância, de quem usa de verborragia diante da mídia, mas não atua no concreto das necessidades sociais. Nossos problemas estão em áreas como preservação, reciclagem, água tratada, esgotos... e a relação é enorme e complexa! Imaginem, então, com os problemas que já se tem, ainda sofrer as consequências da insanidade de países que incentivam a produção armamentista e da guerra.

A humanidade se surpreende diante da televisão pela descoberta de formas elementares de vida no espaço e joga para baixo do tapete a fome na África, Ásia e América. Líderes políticos tiram casquinha do que hoje é pauta mundial, que iniciou em meados do século passado, quando “ecochatos” alertaram que seríamos arrastados para conflitos sem sentido se não aprendêssemos a cuidar dos nossos semelhantes. É um tempo difícil: nunca precisamos tanto falar – e praticar -  a solidariedade, a compaixão e a ternura...

domingo, 20 de novembro de 2022

Irmãs que fazem a “igreja em saída”


Não lembro desde quando ouvi falar da irmã Assunta. Os ecos das suas passagens eram sentidos em paróquias e comunidades. Em dias de atendimento, acorria gente das redondezas, mas também por onde uma vizinha ouvira falar e fazia a propaganda “boca a boca”. O destaque ficava por conta do atendimento fitoterápico - preparo de medicações e pomadas, em especial - também as célebres e benéficas massagens, assim como as entrevistas/consultas que serviam de orientação da saúde do corpo e da alma.

No dia 16 de novembro, a live Partilhando (da arquidiocese de Pelotas) conversou com as irmãs quem mantém uma comunidade no bairro Areal, congregação do Imaculado Coração de Maria. Era a nossa homenagem e uma despedida, afinal, religiosas que dedicaram sua vida inteira atendendo às populações mais pobres, nas periferias, agora têm o direito de descansar. Irmã Fiorinda, com 85 anos; irmã Assunta, com 98; irmã Ida, com 90, são “meninas” a quem devemos a nossa gratidão e muito carinho.

Quem primeiro me convidou para ir até o atendimento da irmã Assunta foram meus pais, seu Manoel e dona França. Não tenho muitas lembranças de outros lugares, mas a memória bem clara de quando estavam nas dependências do Anglo, onde hoje está a Universidade Federal. Depois, já na Casa do Caminho, em frente ao Jockey Club. Ali, sim, foram muitas visitas testemunhando os passeios pela plantação, as conversas sobre como eliminar lesmas, a troca de mudas e as dicas da melhor forma de usar cada planta.

O atendimento físico é acompanhado pela preocupação espiritual, atuando de forma ecumênica que a levou a investir em hortas comunitárias (ali existe uma) nas vilas e interior, sempre no sistema de trabalho conjunto e de partilha. Quando entrevistamos o pessoal da Pastoral Carcerária, uma informação chamou a atenção: antes que pensassem em atuar no presídio local, a irmã Assunta e sua equipe já estavam presentes fazendo o atendimento do corpo na sua integralidade e sendo uma semente de esperança.

Busco seguidamente própolis para meu uso e um sabonete anticéptico para minha irmã, a Leonice. Impossível não notar que pessoas chegam à Casa do Caminho, muitas vezes, depois de não terem conseguido respostas em outros lugares. São acolhidas, num tempo diferenciado da pressa com que queremos que tudo aconteça, ouvidas e alertadas de que, se estão fazendo tratamento, continuem com ele e saibam que o que lhes será oferecido é em apoio, muitas vezes para minimizar ou eliminar os efeitos colaterais.

Atender a periferia, a saúde, idosos e doentes é o que o papa Francisco chama de “igreja em saída”. As irmãs dão testemunho, sem buscar reconhecimento público. A irmã Assunta diz que já andou por muitos lugares e sempre voltou a Pelotas. Que bom, irmã, que assim seja: Podem ir, mas voltem, a diocese tem uma dívida de gratidão e, aqui, serão sempre bem vindas. Quem trabalhou com vocês, cada um daqueles que foram atendido gostariam que não fossem, mas se é preciso ir, que voltem um dia, nem que seja para uma visita... Rezem sempre por nós. E que Deus as abençoe!