quarta-feira, 29 de julho de 2026

O teu olhar

Quartas com gosto de poesia:

​Sentado à sombra da figueira, tiveste

Um instante de descanso e contemplação.

A solidez dos galhos, a frondosidade, a acolhida.

A árvore erguia-se como um templo de paz

Em meio ao buliço dos carros e da vida urbana.


​O descanso se transformou em encanto

Quando o olhar encontrou a copa que o encobriu e acolheu. 

Não era apenas ver, era

O mergulho profundo no mais absoluto silencio.


​Na quietude do teu mundo interior,

O detalhe revelou o tamanho do teu espanto:

A tartaruga de pano escorregou por entre os dedos,

Como se o tempo e o brinquedo fossem um só.



Eu e a figueira, guardiões de um momento sagrado,

Testemunhamos a surpresa diante da magnitude

Que te fez, por um instante, parte de um momento místico. 

A imersão no mundo onde a fantasia transcende 

o ruído de conceitos para transpirar no suspiro de uma criança…


(Revisão e imagem: Gemini)

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