Quartas com gosto de poesia:
Abre a janela para o tempo que passou,
Busca nas lembranças um rastro que ficou.
A página lida torna-se um sopro de eternidade,
Onde a história simplesmente revela a tua verdade.
O vento do outrora balança a cortina de leve,
Desenha no espaço o tempo que a alma bebe.
São rostos e passos que voltam na saudade,
Tecendo de novo a etérea cumplicidade.
A poeira não encobre o que foi belo,
Revela o contorno do que é doce e singelo.
No fundo dos olhos reside o encanto por inteiro,
De um tempo vivido, sincero e verdadeiro.
E quando a tarde dormita no horizonte,
Bebes da memória como água de uma fonte.
O que o tempo suspira na curva da estrada,
Deixa na alma resquícios de uma luz abençoada.
(Revisão e imagem: Gemini. Áudio e vídeo em https://youtu.be/W8tbZRAMUZA)


