Quartas com gosto de poesia:
A água chia, avisando o ponto.
Não é fervura, é calor que abraça a erva,
desperta o verde que dormita no escuro,
Acalma a manhã que no horizonte observa.
O primeiro gole é batismo do silêncio.
O gosto amargo que limpa o pensamento,
enquanto a mão, num gesto repetido,
ajusta a bomba e serena o tormento.
Um poço de lembranças no fundo da cuia:
Sabendo que o que se doa, sempre retorna.
O calor renova a próxima vertente,
O amor é libertado e ao peito torna.
Beber o tempo se faz uma ciência.
Rito que desconhece o que seja a pressa,
onde é possível encontrar o Infinito,
Tornando cada gole um ritual de promessa.
(Revisão e imagem: Gemini)






