Janelas do Tempo
(Marcando histórias e memórias)O livro Queda de Gigantes, da trilogia O Século, de Ken Follet, narra o destino de cinco famílias de diferentes nacionalidades e classes sociais (americanos, alemães, russos, ingleses e galeses) cujas vidas se entrelaçam durante o início do século XX. O cenário principal é a Primeira Guerra Mundial e a Revolução Russa. A trama leva das minas de carvão em Gales aos palácios da aristocracia londrina, passando pelo nascimento da União Soviética e a luta das mulheres pelo direito ao voto.
No centro de tudo, acompanhamos personagens como Billy Williams, um jovem minerador, e Lady Maud Fitzherbert, uma aristocrata à frente de seu tempo que luta contra o conservadorismo da própria classe. É a história da ruína dos antigos impérios (os "gigantes") e o nascimento de um novo mundo. Nele, destacam-se o papel da mulher, o valor da família em tempos de crise, assim como a memória e mudanças.
Ken evidencia a luta das sufragistas. Lady Maud e Ethel Williams representam a força feminina que, em meio ao caos da guerra, começou a conquistar espaços que antes eram proibidos. Sua audiência se identificará com essa resiliência. Mostra como as guerras e as decisões políticas dos poderosos afetam a mesa da cozinha e o sono das famílias comuns. É um olhar humano sobre a história oficial.
"Queda de Gigantes" simboliza o início de uma era mais democrática (embora dolorosa). Um convite à reflexão sobre como o mundo que nossas mães e avós conheceram mudou em tão pouco tempo. Embora uma parte dos historiadores fique nas rusgas militares do conflito mundial, o autor procura entender que, por detrás de interesses políticos e econômicos, há o sacrifício de uma população que serve como “massa de manobra” para interesses que, nos bastidores, movimentam as “engrenagens” das relações internacionais…
(Revisão e pesquisa: IA Gemini. Formatação e imagens: Canva. Este e outros textos em manoeljesus.blogspot.com. Áudio e vídeo em https://youtu.be/mabbi64nnaI)






