(Marcando histórias e memórias)
Se no primeiro livro vimos a "queda dos gigantes" das velhas monarquias na 1ª Guerra, em Inverno no Mundo, o foco muda para os filhos daqueles personagens. O cenário começa na Berlim de 1933, onde a democracia respira por aparelhos. Acompanhamos a família alemã von Ulrich tentando resistir à sombra do nazismo, enquanto, do outro lado do oceano, os americanos e ingleses despertam lentamente para o perigo que se aproxima.
O livro passa pela Guerra Civil Espanhola, o ataque a Pearl Harbor e o desenvolvimento da bomba atômica. Um "inverno" metafórico: tempo de frio, medo e escuridão sobre a humanidade.
O que mais fascina nesta obra não é apenas o rigor histórico de Follett, mas a forma como humaniza os grandes eventos. Para o público que valoriza as relações familiares e a memória, o livro toca em um ponto sensível: como as escolhas dos pais ecoam nos filhos. Vemos jovens que precisam decidir entre a ideologia e a ética, entre o silêncio covarde e a resistência perigosa.
É um livro sobre a perda da inocência. Se o primeiro volume era sobre a luta por direitos e espaço, este segundo é sobre a luta pela sobrevivência da própria dignidade humana. Para quem gosta de uma boa narrativa que faz viajar no tempo, é um convite a refletir sobre como as "nevascas" da política podem congelar, mas nunca destruir totalmente, o calor dos afetos humanos.
(Revisão, pesquisa e imagens: IA Gemini. Formatação: Canva. Este e outros textos em manoeljesus.blogspot.com. Áudio e vídeo em https://youtu.be/BApuKDjnsB0)






