Quartas com gosto de poesia:
Sentado à sombra da figueira, tiveste
Um instante de descanso e contemplação.
A solidez dos galhos, a frondosidade, a acolhida.
A árvore erguia-se como um templo de paz
Em meio ao buliço dos carros e da vida urbana.
O descanso se transformou em encanto
Quando o olhar encontrou a copa que te encobriu e acolheu.
Não era apenas ver, era
O mergulho profundo no mais absoluto silencio.
Na quietude do teu mundo interior,
O detalhe revelou o tamanho do teu espanto:
A tartaruga de pano escorregou por entre os dedos,
Como se o tempo e o brinquedo fossem um só.
Testemunhas da surpresa diante da magnitude
Que te fez, por um instante, parte de um momento místico.
A imersão no mundo onde a fantasia transcende
o ruído de conceitos para transpirar no suspiro de uma criança…
(Revisão e imagem: Gemini)






