O Fio da Meada:
Passado o primeiro turno das eleições, é necessário reconhecer que, a cada ciclo eleitoral, o eleitor é bombardeado por um catálogo de promessas que fariam inveja a muitos contos de fadas. Prometem-se revoluções na saúde, na segurança, pontes onde não há rios e o fim imediato da desigualdade. A campanha aceita tudo, e o papel dos planos de governo aceita ainda mais. Infelizmente, porque o brasileiro é iludido por desconhecer as artimanhas da política.
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Avaliar um candidato exige observar como ele lida com a escassez, não como ele distribui a abundância imaginária.
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A administração opera com recursos finitos, engessados por despesas obrigatórias que deixam margem minúscula para inovações faraônicas. Votar com os pés no chão significa filtrar as propostas não pela grandiosidade retórica, mas a matemática fria que as sustenta. Quem promete o impossível não é um visionário; é, na melhor das hipóteses, um desinformado, e na pior, um estelionatário eleitoral.
Avaliar um candidato exige observar como ele lida com a escassez, não como ele distribui a abundância imaginária. O bom gestor público é aquele que domina a burocracia para fazê-la trabalhar a favor da cidade, que entende de licitações, cronogramas de obras e gestão de contratos. Ao trocar a ilusão das promessas milagrosas pela exigência de planos viáveis, o eleitor protege a si mesmo da frustração garantida e eleva o nível do debate. No fim das contas, a cidade não precisa de mágicos, mas de administradores competentes.
(Revisão e imagem: Gemini. Áudio e vídeo em https://youtu.be/FnnRq84HlwE)


