sábado, 7 de fevereiro de 2026

Queda de Gigantes, de Ken Follet

Janelas do Tempo

(Marcando histórias e memórias)

O livro Queda de Gigantes, da trilogia O Século, de Ken Follet, narra o destino de cinco famílias de diferentes nacionalidades e classes sociais (americanos, alemães, russos, ingleses e galeses) cujas vidas se entrelaçam durante o início do século XX. O cenário principal é a Primeira Guerra Mundial e a Revolução Russa. A trama leva das minas de carvão em Gales aos palácios da aristocracia londrina, passando pelo nascimento da União Soviética e a luta das mulheres pelo direito ao voto.

No centro de tudo, acompanhamos personagens como Billy Williams, um jovem minerador, e Lady Maud Fitzherbert, uma aristocrata à frente de seu tempo que luta contra o conservadorismo da própria classe. É a história da ruína dos antigos impérios (os "gigantes") e o nascimento de um novo mundo. Nele, destacam-se o papel da mulher, o valor da família em tempos de crise, assim como a memória e mudanças.

Ken evidencia a luta das sufragistas. Lady Maud e Ethel Williams representam a força feminina que, em meio ao caos da guerra, começou a conquistar espaços que antes eram proibidos. Sua audiência se identificará com essa resiliência. Mostra como as guerras e as decisões políticas dos poderosos afetam a mesa da cozinha e o sono das famílias comuns. É um olhar humano sobre a história oficial.

"Queda de Gigantes" simboliza o início de uma era mais democrática (embora dolorosa). Um convite à reflexão sobre como o mundo que nossas mães e avós conheceram mudou em tão pouco tempo. Embora uma parte dos historiadores fique nas rusgas militares do conflito mundial, o autor procura entender que, por detrás de interesses políticos e econômicos, há o sacrifício de uma população que serve como “massa de manobra” para interesses que, nos bastidores, movimentam as “engrenagens” das relações internacionais…

(Revisão e pesquisa: IA Gemini. Formatação e imagens: Canva. Este e outros textos em manoeljesus.blogspot.com. Áudio e vídeo em https://youtu.be/mabbi64nnaI)


sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

Paz, equilíbrio e saúde mental

O fio da meada:

Retorno aos espaços em jornais e redes sociais, tratando de temas da atualidade. Estou atrasado, mesmo assim, gostaria de falar sobre a campanha Janeiro Branco. Trata da depressão, doença que se manifesta por meio da tristeza, perda de interesse, redução da energia, angústia, ansiedade... Uma realidade em expansão entre pessoas com mais de 60 anos. Embora a ciência possibilite a longevidade, a qualidade desse tempo de vida ainda impõe desafios. O adoecimento emocional na velhice cresce em ritmo diferente do aumento da expectativa de vida.

Nesse cenário, a Janeiro Branco, iniciada pelo psicólogo Leonardo Abrahão, que ganhou repercussão nacional, atua como um alerta para a conscientização sobre a saúde mental de um grupo que enfrenta a solidão. O tema deixa de ser uma questão de bem-estar individual para se tornar uma questão de saúde pública. O impacto atinge as famílias e evidencia a necessidade de redes de apoio e de cuidadores capacitados.

Desde 2014, a campanha propõe ações que garantam o acesso ao atendimento psíquico nos sistemas público e privado. O sofrimento da mente não é um problema restrito ao indivíduo ou à família, demanda atenção social e estrutural. Além de buscar viver mais, torna-se necessário preparar o ser humano, desde a infância, para as etapas do envelhecimento.

Motivo pelo qual a Janeiro Branco não é apenas campanha de um mês, sequer de um ano: precisa ser um alerta constante. Acolher e tratar a questão evita o desgaste de núcleos familiares e instituições. O lema deste ano - Paz, Equilíbrio e Saúde Mental - convoca ao olhar preventivo para quem cuida e para quem convive com o idoso. A abordagem exige o abandono de preconceitos diante da finitude: a certeza de que a vida pressupõe o nascimento e, um dia, a definitiva partida…

(Revisão: IA Gemini. Imagens geradas pelo Canva. Este e outros textos em manoeljesus.blogspot.com. Áudio e vídeo em https://youtu.be/v378016lMyk)


domingo, 1 de fevereiro de 2026

Sou: incompletude

Olá, bom dia! Volto à rotina de publicação de meus textos. Aos domingos, passa a se chamar “Crônica poética”. Sexta-feira, o artigo da semana se chama “O fio da meada” e, aos sábados, publico uma resenha das minhas leituras em “Janelas do tempo (Marcando histórias e memórias)”. Por favor, leiam, escutem, assistam e comentem. Como em 2025, começo com quatro textos mais densos, socialmente. Bom proveito!


Crônica poética

Eu não vejo do jeito que vês; eu não ouço da forma como entendes o Mundo; eu não falo com a sofisticação que se espera dos "normais". Eu não entendo o que dizes e, quando te dou o meu melhor sorriso, sem que compreendas, não me chame de maluquinho…

Vou sempre responder a um olhar que entendo como de atenção com o melhor afago de um abraço. O Criador me ajustou para que eu fosse sempre franco e não distinguisse sinceridade de sarcasmo.

Quando, na calada do teu ser, fazes um diagnóstico, eivado pelo teu preconceito, afirmando que me falta um sentido ou um "parafuso", tu me fazes diferente de todos os outros. Torno-me um desafio permanente diante da tua "normalidade".

A pessoa que desafia as tuas relações, que derruba a lógica dos sentimentos. A angústia é a expectativa de que a minha incompletude seja a oportunidade de exercitares a tua própria humanidade!

(Revisão com a IA Gemini. Formatação e imagens, Canva. Este e outros textos em manoeljesus.blogspot.com. Áudio e vídeo em https://youtu.be/yB53G8iZNwI)


sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

A Complicada Arte de Ver,

Olá, Bom-dia! Obrigado por ter me acompanhado neste mês de janeiro, interpretando textos que não são de minha autoria. Para encerrar este ciclo, vou ler 

do educador e humanista Rubem Alves.

"Os poetas ensinam a ver. Ver é muito complicado. Isso é estranho porque os olhos, de todos os órgãos dos sentidos, são os de mais fácil compreensão científica. A sua física é idêntica à física óptica de uma máquina fotográfica: o objeto do lado de fora aparece refletido do lado de dentro. Mas existe algo na visão que não pertence à física.

Há muitas pessoas de visão perfeita que nada veem. 'Não é bastante não ser cego para ver  as árvores e as flores. Não basta abrir a janela para ver os campos e os rios', escreveu Alberto Caeiro. O ato de ver não é coisa natural. Precisa ser aprendido.

Nietzsche sabia disso e afirmou que a primeira tarefa da educação é ensinar a ver.

A diferença se encontra no lugar onde os olhos são guardados. Se os olhos estão na caixa de ferramentas, eles são apenas ferramentas que usamos por sua função prática. Com eles vemos objetos, sinais luminosos, nomes de ruas e ajustamos a nossa ação. O ver se subordina ao fazer. Isso é necessário. Mas é muito pobre. Os olhos não gozam.

Mas, quando os olhos estão na caixa dos brinquedos, eles se transformam em órgãos de prazer: brincam com o que veem, olham pelo prazer de olhar, querem fazer amor com o mundo."

(Revisão: IA Gemini. Formatação e imagens: Canva. Este e outros textos em manoeljesus.blogspot.com. Áudio e vídeo em https://youtu.be/7F6711jdahE)

domingo, 25 de janeiro de 2026

Uma melodia incompleta

Simplesmente assim:


Foi a vida quem formou a orquestra.

Para definir os acordes, 

Precisou de um longo tempo:

A seleção dos instrumentos, 

A afinação no ritmo necessário, 

Os músicos que se achegam

Como se o destino os tivesse invocado.


Longo tempo para amadurecer a partitura

E, mesmo assim, ao final da derradeira nota, 

Enquanto ainda paira no ar,

A sensação de que faltou um detalhe

Que fizesse o arremate da labuta

Entre sonhos, instrumentos e a realidade…

Quando descem as cortinas, queda-se, 

No desejo de contemplar o que ainda pode ser feito. 


Ao recolher os elementos

Que compõem uma melodia incompleta, 

Músicos e plateia intuem que

O maior espetáculo da terra acontece

Quando germina uma expectativa.

O próximo concerto é a oportunidade de buscar

A harmonia que transborda da alma, adoça o coração 

E embebeda os sentidos do mais puro e doce mistério!


(Revisão: IA Gemini. Imagens: Canva. Este e outros textos em manoeljesus.blogspot.com. Áudio e vídeo em https://youtu.be/bfaKhScs284)

sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

Queimei o barco…

Texto:

De Felipe Silva

Queimei o barco. Não por coragem. Por necessidade. Porque algumas guerras não permitem rota de fuga. Ou você avança, ou é engolido pelo próprio medo. O fogo atrás de mim não foi símbolo de vitória. Foi a lembrança de que não existe mais amanhã confortável, nem descanso fácil, nem atalhos. Só existe o caminho adiante.

Aprendi que quando você elimina a saída, a mente para de negociar com a fraqueza. A alma para de pedir descanso. O corpo entende que só há duas opções. Ou você vence, ou você morre tentando. E eu escolhi vencer.

Ninguém vê o peso que eu carrego nas costas. Ninguém sente o frio que eu engulo sozinho. Mas isso nunca importou. Meu destino não depende de aplausos. Depende da minha capacidade de continuar, mesmo quebrado, mesmo cansado, mesmo sangrando em silêncio.

A verdade é que não existe volta para quem nasceu para avançar. Não existe retorno para quem fez do próprio inferno a sua motivação. Quando eu disse que queimei o barco, não era poesia. Era fato. Era aviso. Era pacto comigo mesmo.

Vai dar certo. Não porque o mundo vai facilitar. Mas, porque eu não deixei alternativa. Porque cada queda me treinou. Cada perda me moldou. Cada noite escura me blindou. Eu não tenho aonde voltar. Eu só tenho onde chegar. E eu vou chegar. Custando o que custar. Porque quem queima o barco não teme a tempestade.

(Revisão: IA Gemini. Imagens: Canva. Este e outros textos em manoeljesus.blogspot.com. Áudio e vídeo em https://youtu.be/vjwo3UwL_U4)


domingo, 18 de janeiro de 2026

A penumbra da palavra escrita

Simplesmente assim:


Um pedaço de papel desperta a curiosidade 

em meio às páginas de um livro.

Espia ao derredor, 

Espreguiçando-se do tempo que passou

Na penumbra, entre palavras, parágrafos,

Imagens, rabiscos e anotações…

Emerge de um passado 

Em que alguém o acarinhou

Juntando ao som da palavra dita pela pessoa amada.


Desejava falar o que, talvez, 

Presente, ficasse encabulado.

O que não foi pronunciado

Escorre pela tinta e pelo papel.

No afã do dizer,

A pulsação acelera

E a grafia se confunde,

Escondendo sentimentos nas rasuras

E detalhes no que ultrapassa a razão 

E se transforma em expectativa. 

 

Abriga-se na penumbra da palavra escrita. 

Deparar-se com um bilhete de amor

É voltar ao passado e

Deixar que fale mais alto a humana curiosidade.

Como assinatura, apenas uma letra.

A sinergia perfeita entre dois amantes,

Que não precisam mais

Da grafia de um nome.

Tudo o que diz respeito ao outro

Ultrapassa a história 

E se transforma em imaginação, surpresa e encantamento…


(Revisão: IA Gemini. Imagem: Canva. Este e outros textos em manoeljesus.blogspot.com. Áudio e vídeo em https://youtu.be/dnCS3eyO6h8?si=_7TjIG41fzu1ws-E)