Crônicas poéticas:
Quem escreve (ou escreveu) sabe que uma das coisas mais difíceis nesta arte é conseguir um fim que se julgue adequado a qualquer peça literária. Não importa que seja um conto, uma crônica, uma ficção ou mesmo um poema. Na hora de arrematar, surgem dúvidas a respeito da clareza, da concisão e, mesmo, da adequação do que se está dizendo.
Afinal, disse tudo (que nunca significa “tudo” efetivamente, mas o que se julga “tudo” para aquele momento) o que julgava necessário para clarear uma ideia, recriar personagens e cenários na imaginação do leitor? Despertar sentidos e sentimentos que o levem a pensar o quanto teria sido bom se fosse ele mesmo a dizer o que foi escrito?
Confuso? Sim. Escrever, mais do que um ato terapêutico, é a transpiração que ainda busca pela inspiração. Construir um texto literário dispensa a lógica para envolver tudo o que a riqueza da razão, emoção, coração, mente e alma colocam num cadinho, no milagre de uma página em branco que aceita o que se comanda com uma caneta ou um teclado.
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"Encerrar um texto é como fechar uma porta por onde os sentimentos, já em liberdade, ganham o mundo, livres de quem os gestou e, um dia, os viu nascer."
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No fundo, encerrar um texto é como fechar uma porta por onde os sentimentos, já em liberdade, ganham o mundo, livres de quem os gestou e, um dia, os viu nascer. O escritor (o garimpeiro das palavras) apenas entrega o sopro e recolhe o fôlego, torcendo para que a leitura ressoe como um eco doce que afague a alma alheia.
(Revisão e imagem: Gemini)


