sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Sejamos honestos


Quem ficou mais um pouco depois dos desfiles cívicos de 7 de setembro deparou-se com uma marcha diferente: pela ética em todas as instâncias da vida brasileira. Pena que poucas autoridades prestaram atenção, algumas tendo saído de fininho para não se sentirem constrangidos com os cartazes que incentivavam a população a se conscientizar de que os desmandos realizados pelas autoridades públicas prejudicam a todos nós.
Infelizmente, chegamos a um nível de marasmo de valores em que figuras públicas representam que estão sendo éticos – com discursos contundentes, mas vazios - e nós fingimos que acreditamos – para não nos incomodarmos, ou por acharmos que já não há como reverter o processo. No momento em que a sociedade organizada questiona o relativismo das leis e das penas, escândalos envolvem políticos e administradores públicos, explodindo e sendo afastados, mas o dinheiro desviado, que é o bem bom, não volta aos cofres públicos, ou quando volta é bem menos do que deveria.
Uma frase emblemática de um cartaz dizia: “não podemos ter vergonha de sermos honestos.” Triste, muito triste. Ser honesto precisa ser um valor vindo do berço. Praticamente, deveríamos receber por osmose de nossos pais e ser um referencial para o resto de nossas vidas. Infelizmente, a realidade aponta em outra direção: bandidos soltos e pessoas de bem gradeiam as casas para se proteger; crimes cometidos por parlamentares recebendo a cumplicidade de seus pares, num corporativismo com medo de que um sendo responsabilizado, os outros também o sejam.
A marcha pela ética, já realizada em anos passados, é uma ponta da sociedade que deseja retomar valores e referências. Nos últimos dias, notícias de Brasília mostram a presidente tentando fazer uma faxina em seu ministério. Infelizmente, panos quentes foram colocados nas feridas e a esperança começou a entrar na esfera do marasmo. Vamos precisar escrever em nossas agendas, em cartazes, painéis a frase lapidar: “não tenhamos medo de ser honestos”. E cobrar a honestidade daqueles que nos representam.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Porque nos distanciamos dos amigos?


Linda e comovente história, mandada pela mana Leonice, de Canela.

Era uma vez dois amigos:
Eles eram inseparáveis, eram uma só alma. Mas por alguma razão seus caminhos tomaram dois rumos distintos e se separaram.
E ISTO INICIOU ASSIM:
Eu nunca voltei a saber do meu amigo até o dia de ontem, depois de 10 anos, que caminhando pela rua me encontrei com a mãe dele.  
A cumprimentei e perguntei por meu amigo. Nesse momento seus olhos se encheram de lágrimas e me olhou nos olhos dizendo:
-Morreu ontem...
Não soube o que dizer a ela, ela seguia me olhando e então perguntei como ele tinha morrido.
Ela me convidou a ir a sua casa, ao chegar ali me chamou para sentar na velha sala onde passei grande parte de minha vida, sempre brincávamos ali, meu amigo e eu.
Sentei-me e ela começou a contar a triste história.
Fazia dois anos que diagnosticaram uma rara enfermidade, e sua cura dependia de receber todo mês uma transfusão de sangue durante três meses, mas... Recorda que seu sangue era muito raro?
Sim, eu sei, igual ao meu...
Ele dizia que da única pessoa que receberia sangue seria de ti, mas não quis que te procurasse, ele dizia todas as noites:
-Não o procurem, tenho certeza que amanhã ele virá...
Assim passaram os meses, e todas as noites se sentava nessa mesma cadeira onde estás tu sentado e orava para que te lembrasse dele e viesse na manhã seguinte.
Assim acabou sua vida e ontem na última noite de sua vida, estava muito mal, e sorrindo me disse:
-Mãe, eu sei que logo meu amigo virá, pergunta pra ele por que demorou tanto e entrega a ele esse bilhete que está na minha gaveta.
A senhora se levantou, regressou e me entregou o bilhete que dizia:
“Meu amigo, sabia que virias, tardastes um pouco, mas não importa, o importante é que viestes. Agora estou te esperando em outro lugar, espero que demores a chegar aqui, mas enquanto isso quero dizer desde o céu tens um amigo cuidando de ti, meu querido melhor amigo. Ah, por certo, te recordas porquê nós nos distanciamos? Sim, foi porque não quis te emprestar minha bola nova, rsrs, que tempos heim... Éramos insuportáveis, bom pois quero dizer que te dou ela de presente e espero que gostes muito. Amo você! Teu amigo de sempre e para sempre!”

Não deixes que teu orgulho possa mais que teu coração...
A amizade é como o mar, se vê o princípio, mas não o final...

sábado, 3 de setembro de 2011

Voltando à sala de aula

As "meninas" do Voltando à Sala de Aula" completaram 15 anos de atividades. Não as acompanhei desde o início, mas a partir do segundo ano, quando me convidaram para falar a respeito de comunicação na terceira idade. O amor foi recíproco: periodicamente volto a falar do mesmo tema ou outros ligados à espiritualidade.
A Celebração da Palavra não foi apenas um ato religioso de ação de graças, mas também um dar sentido a uma caminhada construída em conjunto, com seus acertos e erros; rusgas e atos de carinho; presenças e ausências.
Fiquei me perguntando o que é viver plenamente a terceira idade, onde elas se encontram dos 50 àquelas idades indefinidas que não se pergunta para uma mulher. Acho que não há respostas prontas para muitas questões da vida, mas para esta em especial. No entanto, há um elemento presente na resposta de todas as perguntas: a necessidade do convívio e de sair da volta dos próprios problemas.
Isto elas fazem muito bem: seu orgulho pelo grupo, a capacidade de perderem o senso do ridículo para qualquer atividade a que são chamadas, desde o teatro, passando pela música, até os inúmeros passeios.
Meu olhar se emociona, quando volto a estar com uma turma onde poderiam estar muitas amigas, minha máe e, quem sabe, se estivesse viva, minha avó. O olhar é de carinho quando alguma dormita na tranquilidade de quem está junto de amigos e não precisa sentir-se mal porque o corpo não aguentou aquele palestrante chato, pouco depois do almoço, no lugar da séstia.
Foi trabalhando com o "Voltando à Sala de Aula", que me animei a interagir com outros grupos como, em Pelotas, o grupo da Terceira Idade do SESC, assim como o CETRES. Todos eles me retribuem com algo que se transforma em bálsamo para a alma: carinho, muito carinho. Ser envolvido por uma energia positiva de quem, tendo vivido muitas e muitas experiências, ainda tem pique para enfrentar novos desafios, mirando horizontes onde, como diria o Pequeno Príncipe, pode-se encontrar aqueles que cativamos.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Palavrinhas mágicas

Manhã de conversa com professoras na Creche São Francisco de Paula, onde são atendidas crianças pobres. Provocar o debate sobre o perdão, com duas palavrinhas mágicas que lhe são complementares: obrigado e desculpe.
Pelos olhares, o sentimento de que tocava em cada uma delas, especialmente quando a gente trabalha com crianças, onde a necessidade da tolerância é grande e ser capaz de reconhecer algo de bom - obrigado - é a tônica. Mas também a capacidade de entender o erro próprio - desculpe - acaba fazendo a grande diferença.
Amar não é aprisionar o ente amado - este é o maior erro da frase que se tornou clássica do filme Love Store "amar é nunca ter que pedir perdão" - mas a capacidade de que, mesmo protegido, também se sinta em liberdade para alçar o próprio vôo.
Amar é ter que pedir perdão quantas vezes for necessário, mesmo que não seja fácil, para que a vida continue, talvez com alguma marca (as feridas deixadas por nos sentirmos agredidos com maior ou menor intensidade - com a consequente marca em nossas almas: algumas tenras e que logo desaparecem, outras profundas e que, mesmo o tempo, depois de curá-las, não as faz desaparecer)
Sendo no seio da família, no lugar de trabalho, numa cama em recuperação, na carícia de uma mão infantil, no olhar de um idoso pedindo amparo, as palavras mágicas existem: obrigado (por cada segundo da existência), desculpe (poderia ter sido bem melhor e eu atrapalhei), mas no ato de compreender e perdoar está a presença divina que nos faz melhores, mais tolerantes, mais capazes de ser e repartir a felicidade.

sábado, 27 de agosto de 2011

Carta aberta para Renato Aragão

Creio que vale a pena a reflexão:


Querido Didi,
Há alguns meses você vem me escrevendo pedindo uma doação mensal para enfrentar alguns problemas que comprometem o presente e o futuro de muitas crianças brasileiras. Eu não respondi aos seus apelos (apesar de ter gostado do lápis e das etiquetas com meu nome para colar nas correspondências) ..........
Achei que as cartas não deveriam ser endereçadas a mim. Agora, novamente, você me escreve preocupado por eu não ter atendido às suas solicitações.
Diante de sua insistência, me senti na obrigação de parar tudo e escrever uma resposta.
Não foi por "algum motivo " que não fiz a doação em dinheiro solicitada por você.
São vários os motivos que me levam a não participar de sua campanha altruísta (se eu quisesse poderia escrever umas dez páginas sobre esses motivos).
Você diz, em sua última carta, que enquanto eu a estivesse lendo, uma criança estaria perdendo a chance de se desenvolver e aprender pela falta de investimentos em sua formação!
Didi, não tente me fazer sentir culpada. Essa jogada publicitária eu conheço muito bem. Esse tipo de texto apelativo pode funcionar com muitas pessoas, mas, comigo, não.
Eu não sou ministra da educação. Não ordeno e nem priorizo as despesas das escolas e nem posso obrigar o filho do vizinho a freqüentar as salas de aula.
A minha parte eu já venho fazendo desde os 11 anos de idade, quando comecei a trabalhar na roça para ajudar meus pais no sustento da família.
Trabalhei muito e, te garanto, TRABALHO NÃO MATA NINGUEM! Muito pelo contrário, faz bem!
Estudei na escola da zona rural, fiz Supletivo, estudei à distância e muito antes de ser jornalista e publicitária eu já era uma micro- empresária. 
Didi, talvez você não tenha noção do quanto o GOVERNO FEDERAL tira do nosso suor para manter a saúde, a educação, a segurança e tudo o mais que o povo brasileiro precisa.
Os impostos são muito altos! Sem falar dos Impostos embutidos em cada alimento e em cada produto ou serviço que preciso comprar para o sustento e sobrevivência da minha família. 
Eu pago pela educação duas vezes: pago pela educação na escola pública, através dos impostos, e na escola particular, mensalmente, PORQUE SOMENTE A ESCOLA PÚBLICA NÃO ATENDE COM ENSINO DE QUALIDADE QUE, ACREDITO, MEUS DOIS FILHOS MERECEM!!!
Não acho louvável recorrer à sociedade para resolver um problema que nem deveria existir, pelo volume de dinheiro arrecadado em nome da educação e de tantos outros problemas sociais!
O que está acontecendo, meu caro Didi, é que os administradores dessa dinheirama toda não vêem a educação como prioridade! PARA ÊLES, A EDUCAÇÃO LHES RETIRA A SUBSERVIÊNCIA E ÊSSE FATO, POR SI SÓ, NÃO INTERESSA AOS POLÍTICOS QUE ESTÃO NO PODER. POR ISSO, O DINHEIRO ESTÁ SAINDO PELO RALO; ESTÃO JOGANDO FORA, OU APLICANDO MUITO MAL!!!
Para você ter uma idéia, na minha cidade cada alimentação de um presidiário custa para os cofres públicos R$ 8,82 (oito reais e oitenta e dois centavos), enquanto que a merenda de uma criança na escola pública custa R$ 0,20 (vinte centavos)!!! O governo precisa rever suas prioridades, você não concorda? Você pode ajudar a mudar isso! Não acha?
Você diz em sua carta que não dá para aceitar que um brasileiro se torne adulto sem compreender um texto simples ou conseguir fazer uma conta de matemática. Concordo com você! É por isso que sua carta não deveria ser endereçada à minha pessoa. Deveria ser endereçada a Presidente da República!!! Ela é "a cara"!!! Ela é quem tem a chave do cofre e a vontade política para aplicar os recursos!
Eu e mais milhares de pessoas só colocamos o dinheiro lá para que eles façam o que for correto e necessário para melhorar a qualidade de vida das pessoas do país, sem nenhum tipo de distinção ou discriminação. MAS, NÃO É O QUE ACONTECE!!!
No último parágrafo da sua carta, você joga, mais uma vez, a responsabilidade para cima de mim, dizendo que as crianças precisam da "minha doação" e que a "minha doação" faz toda a diferença...
Lamento discordar de você, Didi!!! Com o valor da doação mínima de R$ 15,00(quinze reais) eu posso comprar 12 quilos de arroz para alimentar minha família por um mês, ou posso comprar pão para o café da manhã para 10 dias.....!!!
Didi, você pode até me chamar de muquirana, não me importo, mas, R$ 15,00 (quinze reais), eu não vou doar! Minha doação mensal já é muito grande. Se você não sabe, eu faço doações mensais de 27,5% de tudo o que ganho!!!
Isso significa que o governo leva mais de um terço de tudo que eu recebo e posso te garantir que essa grana, se ficasse comigo, seria muito melhor aplicada na qualidade de vida da minha família!
Você sabia que para pagar os impostos eu tenho que dizer NÃO para quase tudo que meus filhos querem ou precisam? Meu filho de 12 anos quer praticar tênis e eu não posso pagar as aulas que são caras demais para nosso padrão de vida. Você acha isso justo? Acredito que não. Você é um homem de bom-senso e saberá entender os meus motivos para não colaborar com sua campanha pela educação brasileira.
Outra coisa Didi, MANDE UMA CARTA PARA A PRESIDENTE "DILMA" pedindo para ela selecionar melhor os ministros e também os professores das escolas públicas! Só escolher quem, de fato, tem vocação para ser ministro e para o ensino.
Melhorar os salários daqueles profissionais também funciona para que eles tomem gosto pela profissão e vistam, de fato, a camisa da educação! Peça para Ela, também, fazer escolas de horário integral, escolas em que as crianças possam, além de ler, escrever e fazer contas, possam desenvolver dons artísticos, esportivos e habilidades profissionais. Dinheiro para isso está sobrando sim! Diga para Ela priorizar a educação e utilizar melhor os recursos.
Bem, você assina suas cartas com o pomposo título de Embaixador Especial do UNICEF para Crianças Brasileiras e eu vou me despedindo assinando... Eliane Sinhasique - Mantenedora Principal dos Dois Filhos que Pari!!!
P.S.: Não me mande outra carta pedindo dinheiro. Se você mandar, serei obrigada a ser mal-educada: vou rasgá-la antes de abrir.
PS2* Aos otários que doaram para o criança esperança, fiquem sabendo: AS ORGANIZAÇÕES GLOBO ENTREGAM TODO O DINHEIRO ARRECADADO À UNICEF E RECEBEM UM RECIBO DO VALOR PARA DEDUÇÃO DO SEU IMPOSTO DE RENDA!!! Para vocês a Rede Globo anuncia: essa doação não poderá ser deduzida do seu imposto de renda! POR QUE É ELA QUEM O FAZ!!!
PS3* E O DINHEIRO DA CPMF QUE PAGAMOS DURANTE ONZE ANOS? MELHOROU ALGUMA COISA NA EDUCAÇÃO E NA SAÚDE DURANTE ESSES ANOS?
BRASILEIROS PATRIOTAS (e feitos de idiotas)!!! DIVULGUEM ESSA REVOLTA.... Isto deveria chegar a Brasília, não acham???
CARTA ABERTA DE ELIANE SINHASIQUE (jornalista e publicitária) PARA RENATO ARAGÃO (o Didi da REDE GLOBO DE TELEVISÃO) . . . . . !!!

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

O desenvolvimento de Rio Grande e Pelotas

Debate, ontem à noite, no auditório da Católica. Em discussão, o desenvolvimento conjunto da região Sul, capitaneado por Rio Grande e Pelotas. Exatamente nesta ordem, mais os municípios menores. Pelotas tem que se conscientizar de que passa a ser um coadjuvante de luxo, pois os aportes maiores virão para Rio Grande, mas que o desenvolvimento atingirá o conjunto dos municípios.
Muito grande a preocupação com a formação de mão de obra qualificada, mas também com o processo de humanização. Alguém disse que são equipamentos de ponta, mas que precisam de um homem ou uma mulher para acioná-los.
A discussão, provocada pela Rádio Gaúcha (Lasier Martins), vem buscar a repercussão do que já se discutiu há dois anos atrás. De lá para cá, o que mudou? Segundo os integrantes do debate, uma maior integração, especialmente no que se refere às principais reivindicações. Muitas cristas já baixaram (algumas ainda vão cair), pela força das circunstâncias. A indisposição entre Pelotas e Rio Grande é baseada em bobagens históricas de acusações sem fundamento.
Passando por cima e reivindicando em conjunto, ganham os dois municípios e ainda sobra para os demais. O grande destaque ficou por conta da necessidade de que se aproveite este momento para investir em educação. Nossas universidades precisam se atualizar, mas precisamos retomar uma formação técnica qualificada para o segundo grau.
O caminho está aberto. Um exemplo dado foi o de que pessoas que toda a vida trabalharam na pesca, hoje buscam formação técnica para trabalhar no polo naval. Possivelmente, também nossos jovens que hoje se formam e tem que botar o pé no Mundo, em seguida vão ter emprego aqui mesmo. Um sonho bom de ser sonhado: uma nova perspectiva para uma região que, até pouco tempo atrás, tinha o fantasma do atraso rondando em suas portas.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

A noite e a droga


Duas matérias estiveram nas páginas de jornal da semana passada. A primeira: a Justiça afirma que vai marcar de cima bares e similares que venderem bebidas alcoólicas para menores de idade. A segunda: o drama vivido pelos pais de um jovem dependente químico para tentar interná-lo para desintoxicação e possível recuperação.
Em princípio, uma não tem nada a ver com a outra. Engano: o fato dos jovens (quase crianças) estarem nas ruas é sinal de que “ganharam” a disputa com os pais para terem “liberdade” cada vez mais cedo. Os pais se dizem impotentes, não conseguindo mantê-los em casa, não somente pela argumentação, mas também porque eles fogem. Culpar aos pais é uma forma fácil de tirar de nossas costas a responsabilidade social.
Na maior parte das vezes, esta liberdade conquistada sem um amadurecimento sadio é que vai resultar na segunda matéria: como não foram se acostumando com limites, a droga é um dos elementos oferecidos na rua para que a “liberdade” seja mais bem saboreada. Triste engano, pois embora digam que param quando quiserem, é um retorno difícil e penoso, muitas vezes impossível.
Palmas para setores da Justiça que fazem batidas e recolhem jovens para casas de passagem ou os levam de volta para suas casas. Palmas para pais que levam e buscam seus filhos, mesmo que na madrugada, até as festinhas, ou que organizam “mutirões” com outros pais, para um revezamento sadio e produtivo.
Nossa máquina pública, infelizmente - embora alguns exemplos como exceção - peca pela omissão: que bebidas não podem ser vendidas para menores, isto é o óbvio, que deveria ser respeitado ou os responsáveis serem penalizados. Mas também deveria haver marcação severa para que menores não perambulem pela noite.
Assim como programas de saúde para internação - com sua permissão ou não, de jovens dependentes. Infelizmente, num caso destes, existe a perda do discernimento, então é o caso da família ou mesmo do Estado efetivar providências. Medidas e discussões paliativas de “respeito por autonomia” pavimentam a estrada que leva ao fundo do poço.