sexta-feira, 17 de junho de 2022

Amigos não realizam sonhos…

Tem pessoas que são especiais por

Longos períodos em nossas vidas.

Elas acompanham na infância.

Foram parceria na juventude.

E presença quando disseram que éramos adultos...


Na intimidade, dificilmente se usa a palavra,

Mas são chamados de “amigos”.

Não se escolhe. Transformam-se em bênção.

Passam a fazer parte das nossas rotinas.

Marcam pela forma de ser, sorrir,

Falar, seus jeitos e trejeitos.

Estão sempre prontos para um conselho,

Andar ao lado ou, apenas, acalentam com um olhar.


Amigos não precisam falar.

Amigos têm sempre um ombro onde se pode desabafar.

Amigos te envolvem num abraço

Que coloca todas as dores em seu lugar.

Amigos são anjos, seres etéreos revestidos de corpos,

Em quem Deus dispensou as asas,

Mas não dispensou a ternura e a capacidade de proteger

Com o próprio coração.

Amigos são seres raros e frágeis.

Não te ilude. Se não alimentares o que te afeiçoa,

Definham como a planta que esqueceste de regar.

É uma relação especial em que se conhecem

Os defeitos, mas, o mais importante, as virtudes.

No momento de silêncio, também silencia;

Nas tuas conquistas sente que foi a parte da energia

Que precisavas para não desanimar.


Enquanto puderes, priva da sua companhia.

É o tempo de encontro de almas que se compreendem.

Depois, fica o doce perfume da saudade.

As marcas que nem o tempo é capaz de apagar.

A sensação de que havia um motivo para o encontro…

E também para a partida!


Nas lembranças, restam as vezes

Em que completou as palavras enquanto ainda pensavas…

Te puxou contra o peito para consolar…

Se orgulhou de ti nas pequenas vitórias...

E, na sua ausência, sentiste um vazio

No lado esquerdo do peito…

Foi quando descobriste que amigos não realizam sonhos,

Eles sempre dão um jeito de estar presente e de sonhar contigo!

terça-feira, 14 de junho de 2022

A dignidade de um prato de comida

“Insegurança alimentar” é uma bela expressão para falar de uma das maiores tragédias que o homem (e a mulher) podem testemunhar: um seu semelhante que passa fome. O fato de alguém não conseguir se alimentar (de forma alguma, ou precariamente) está na base de todos os problemas: uma criança que sai de casa sem as refeições básicas não consegue ter rendimento; quem não coloca alimento na mesa vai ter a saúde precária, tanto na falta do que comer, quanto na ausência de uma educação alimentar; quem trabalha sem energia não pode render o que é necessário no seu ofício.

Já disse aqui que parcela da sociedade faz o possível e o impossível para suprir carências/ausências das instituições públicas. Além de mobilizarem para doações, ainda vão à luta e, por entidades ou igrejas, fazem autênticos mutirões para minimizar este sofrimento com cestas básicas, marmitas, sopões, cafés da manhã e da noite... Sabendo que esta deveria ser a tarefa de prefeituras, governo estadual e federal que deveriam movimentar a máquina pública exatamente para que as populações mais carentes fossem assistidas e resgatadas de situações precárias, a tal de “segurança alimentar”.

Expressões acadêmicas/sociológicas distanciam a realidade das teorias, tratam um problema real como se fosse apenas análise de conjuntura. Nas periferias e ruas o que se testemunha é diferente do que se fala em gabinetes. A necessidade de ação imediata pois, enquanto um brasileiro se encolher com frio embaixo de uma marquise; a dor da fome der o tom de miséria de quem já cansou de lutar; alguém mendigar pelo direito à saúde, moradia, emprego e segurança; ninguém, repito, NINGUÉM tem o direito de auferir salários que coloque em risco o atendimento às demandas sociais.

O Brasil da fome foi mapeado pelo Inquérito Nacional Sobre Insegurança Alimentar no Contexto da Pandemia da Covid-19 e mostrou que 33,1 milhões de pessoas não conseguem o pão nosso de cada dia. Soma-se à queda na renda do brasileiro, o aumento do número de quem está nas ruas, ao fato de que 72% da população foi impactada pela inflação que alguns teimam em negar (mas que está presente no dia a dia das compras dos comuns dos mortais) e às sacanagens como a chamada “reduflação”, uma maquiagem pela redução do tamanho dos produtos, mantendo os mesmos preços.

Os dados são incontestáveis. Conhecido questionou por redes sociais se eu era um “vermelho” que ataca o governo. Sim, sou “vermelho”. Continuo sendo colorado (torcedor do Internacional), preocupado com governantes de plantão e seus desmandos. Incapazes de dar aos brasileiros o que merecem num país onde, há décadas, ouço ter as potencialidades de ser um celeiro da humanidade, sem que seja capaz de atender minimamente seus cidadãos. Como formador de opinião, uma das minhas responsabilidades é auxiliar as pessoas a criarem consciência da realidade em que vivem.

Em matéria que tratou a respeito, a mãe que lutava em meio às sobras deixadas pelos comerciantes no centro de distribuição de alimentos para o comércio disse que, mesmo ali, em muitos dias, não havia o que aproveitar. Quando as crianças pediam algo à noite para comer, com a mais nova no colo e um resto que lhe sobrara de um pão, apenas murmurava: “dorme que a fome passa...” Na esperança de que o amanhã sensibilize os corações de quem pode – e deve – participar de uma cruzada que não dê apenas uma esmola, mas recupere a dignidade de um prato de comida!

domingo, 12 de junho de 2022

A ternura do idoso e o rosto de Deus

Era criança e sempre me impressionaram os desenhos dos rostos de minhas avós – Jovita, por parte de mãe, e Saturna, por parte de pai. Não entendia (como não entendo hoje) de arte, mas admirava os sulcos que marcavam seus rostos. Eram, com certeza, etapas da história de mulheres pobres, num interior perdido, onde a rotina era, no dia a dia, de sol a sol, quebrada apenas pelos muitos sacrifícios que faziam ao atender a família, especialmente, marido e filhos. Não eram idosas (talvez na casa dos 60), mas já tinham o tempo do cansaço e de muitas tristezas entalhando recordações…

A mesma configuração do rosto é que tornava cada uma delas especiais por serem, literalmente, a “mãe da mãe” (ou do pai), com o carinho tão ao jeito de quem sente a ausência e quer compensar com sorrisos que acentuavam suas expressões. Provindo da imersão dos olhos, sinal de bondade, de acolhida, da mulher roceira que enxugava as mãos no avental e ajeitava os cabelos já presos num coque para nos receber num abraço. Pequenas em altura, mostravam-se gigantes em querer saber de tudo e de todos, já com o olhar atento ao fogão de lenha, pensando no que fariam para agradar.

Foi do que lembrei ao ouvir o papa falar na catequese da semana passada, ao citar a atriz Anna Magnani, que, comentando processos que retardam o envelhecimento, não “queria que suas rugas fossem tocadas, já que havia levado uma vida inteira para tê-las”. Francisco, um idoso de 85 anos, mostrou na reflexão que nossa cultura tem a tendência preocupante “para considerar o nascimento de um filho como uma simples questão de produção e reprodução biológica do ser humano e cultivam então o mito da juventude eterna com a obsessão desesperada da carne incorruptível”.

Uma frase marcante foi “a vida em nossa carne mortal é uma belíssima obra inacabada, como algumas obras de arte que, apesar de incompletas, possuem um fascínio único”. E argumenta que “a nossa vida aqui na terra é iniciação, e não consumação. A fé, que acolhe o anúncio evangélico do reino de Deus ao qual estamos destinados, nos torna capazes de ver os sinais de esperança nesta nova vida. A velhice é a condição na qual o milagre do nascimento do alto pode ser assimilado intimamente e tornar-se sinal de credibilidade para a humanidade”.

Para o homem e a mulher de fé, a velhice, agora prolongada, mas não qualificada, tem uma beleza única. O papa diz: “caminhamos rumo ao Eterno. Ninguém pode voltar a entrar no ventre da mãe, nem no seu substituto tecnológico e consumista. Isso seria triste, mesmo que fosse possível. O velho caminha para a frente, em direção ao destino, rumo ao céu de Deus. A velhice, por conseguinte, é um tempo especial para dissolver o futuro da ilusão tecnocrática de uma sobrevivência biológica e robótica, sobretudo porque se abre à ternura do útero criador e gerador de Deus.”

Chamou a atenção para “a ternura dos idosos”, especialmente quando se relacionam com os netos. Ajudam a compreender a própria ternura de Deus: “Deus é assim, sabe acariciar”. Convocou idosos a serem “mensageiros da ternura, da sabedoria de uma vida vivida… vamos em frente, olhemos para os idosos!” Assim como os próprios idosos, olhem para si. Peçam e se deem o respeito que merecem os cabelos brancos (ou embranquecendo) e as rugas que testemunham uma existência. As rugas das minhas avós, as minhas rugas, as rugas do papa, as suas rugas precisam de um sentido. Envelhecer com dignidade é se tornar o rosto de Deus diante de uma sociedade carente de ternura!

sexta-feira, 10 de junho de 2022

Um tempo que se chama Eternidade

O início do percurso é sempre uma escolha.

Podes selecionar a estrada larga

Com muita gente andando e se atrapalhando,

Num tumulto que te impede de aproveitar o próprio caminho.

Ou apenas a trilha que serpenteia

Por entre as árvores onde a Natureza

– e quem a respeita – te inspiram ao silêncio e à contemplação.


São escolhas que se fazem com o passar do tempo.

Muitas amadurecem ao longo de toda uma vida e

Carregas a bagagem de quem esteve contigo.

Mas fazes o teu próprio destino, por opções e descobertas.

E podes dizer que, mesmo ao exalar o último suspiro,

Ainda consegues aprender.


Tuas escolhas definirão o jeito como estarás no Mundo

Durante o espaço em que ele for a tua casa.

Em algum lugar do teu coração, sentes as preferências

Que fizeste e os rumos que tomaste.

Vão definir o teu jeito de ser e as tuas relações.

Mais do que uma identidade,

Teu Espirito exala a marca que trouxeste do Infinito.


No final das contas, de passagem ou voltando para casa,

Na iminência do reencontro, risos e vozes amigas

Chegarão aos teus ouvidos.

Impossível não se emocionar pensando nos rostos

Que ficaram marcados em tua memória e

Foram se diluindo nos longos anos de ausência.

Tua felicidade é uma antevisão do Paraíso.

Que já está presente em teus sonhos,

A melhor parte do que a Vida te ofereceu.


Foste perdendo forças,

Cansando do tempo que parecia se repetir

E das ausências que tornavam doloroso

Cada esgar de sorriso que ainda te animavas a dar.

O abraço de todas as forças e energias,

Sonhadas e acalentadas,

Que, agora, se transformam apenas

No perfume que compartilhaste e dão sentido

Ao teu retorno aos braços e abraços

De um tempo que se chama Eternidade!

terça-feira, 7 de junho de 2022

Educação: um sonho sem limites

Não, não é nenhuma novidade. No dia 31 de maio, foi lançado em Porto Alegre um novo pacto pela Educação, por um grupo de pessoas de diversas áreas que acredita ser este um alicerce de transformação da sociedade. A pretensão é tornar o estado uma referência, especialmente quando se vive um cenário de urgência educacional. Em especial na rede pública, onde a Secretaria de Educação do Estado constatou que apenas 1% dos alunos do último ano do Ensino Médio tem um desempenho adequado em Matemática. A pergunta que não quer calar: já não se ouviu esta história?

Se tiver paciência para percorrer páginas de jornais mais antigos, ou mesmo pesquisar na Internet, encontra ao longo dos governos pactos salvacionistas que juravam de pés juntos que eram a salvação da lavoura. Por diversos motivos: desde o fato de não serem exequíveis, passando pela falta de continuidade das políticas públicas, até a pouca (ou nenhuma) vontade política, levou a serem engavetados, ficando como peças compondo dissertações e teses para currículos acadêmicos. Quase sempre aqueles que deveriam fazer a “boa política” pensam nas próximas eleições.

Não duvido da boa intenção de quem articula o projeto. Uma das declarações chamou a atenção: “a educação é um problema da sociedade e não somente dos segmentos diretamente envolvidos”, no caso pais, alunos e professores, especialmente. 80% dos alunos estão em escolas públicas, portanto, é preciso iniciar por aí uma atitude que envolva famílias, comunidade escolar e a sociedade. Um lugar para encontrar referências que possibilitem as mudanças sociais, incluindo a discussão de temas como cidadania, inclusão, igualdade de gênero, tolerância, hábitos de consumo…

Não há dúvidas de que as mudanças que não se consegue ver como viáveis passam pela educação. Com os números apresentados e a máquina pública desgastada e exaurida, a perspectiva de que algo se concretize é distante, mas não é impossível. A grande novidade é o envolvimento da sociedade através do voluntariado e financiamento empresarial. Uma sociedade corresponsável, numa rede de colaboração que propicie o conjunto tão sonhado: professores preparados e bem pagos, alunos em situação social de aprendizado, ambientes educacionais adequados e processos continuados.

Uma das ações mais inspiradoras se deu com o “Crie o Impossível 2022”. Um projeto com cara de poesia, bem ao estilo do que deve ser a educação. Na semana passada, um super “aulão” reuniu centenas de jovens no Beira Rio para ouvir depoimentos de 11 palestrantes que contaram a história das suas vidas: dificuldades, conquistas e superação. Tendo em comum o fato de serem oriundos do ensino público e, hoje, atuando como influencer, cientista, jogador de futebol e investidores. Gravei a frase chave de uma das organizadoras: “sonhar é a única ação que não pode ter limites.”

Infelizmente, em boa parte dos casos, o sonho está virando pesadelo. É fato que muitos professores desanimaram, pais não vislumbram perspectivas de mudança social e jovens não encontram na escola lugar de convívio e realização. O que anula o sentido de buscar aquele que é caminho natural de entrada no “mundo dos adultos” e das realizações. Falta uma “cultura da educação” já que se esquece de que por toda a vida se é aprendiz. Lembrando Paulo Freire: “Educação não transforma o mundo. Educação muda pessoas. Pessoas transformam o mundo”. Amém. Que assim seja!

domingo, 5 de junho de 2022

O tempo, as almas antigas e o rumo do Universo

Você já ouviu falar em “almas antigas” (ou “almas velhas”)? Há várias definições para a expressão, em vários credos. Creio que o mais importante é que seriam pessoas diferenciadas, com um nível de maturidade superior, inteligentes, com sensibilidade especial, intuitivas e, aí começo a prestar atenção: “parecem não se encaixar no seu tempo”. A origem seria no Taoismo, sistema filosófico e religioso chinês com mais de 5.000 anos. A alma deixa o Tao, unidade global e natural, para adquirir experiências. E precisa retornar à sua raiz, enriquecida por suas passagens pela Terra.

Dos seus cinco estágios, as “almas antigas” estariam no último, já mais espiritualizadas e preocupadas em encontrar o seu lugar no Mundo. Com a consciência de que fazem parte de algo maior, de um todo que supera as etapas anteriores. Seu principal objetivo seria a satisfação interna, na busca pela paz. Demonstram um alto grau de maturidade, são capazes de desfrutar de solidão e introspecção, alcançam um sentido mais espiritual da existência, conseguem um instinto muito desenvolvido e, por fim, são capazes de demonstrar um alto nível de empatia e sensibilidade.

Mas o amadurecimento não é fácil. Nem tudo é um mar de rosas… O seu desenvolvimento encontra alguns efeitos que podem ser considerados indesejados. Como o fato de não se encaixarem nos interesses daqueles que são da sua idade e se interessarem pela amizade de pessoas mais velhas; uma desconexão com o Mundo, já que não são muitas as pessoas neste estágio com capacidade de convívio; problemas com a autoestima (e muitas vezes até depressão), pois geralmente se medem com um padrão moral estrito e, às vezes, se sentem atormentadas por suas deficiências e erros.

Comecei a me interessar quando uma amiga (a quem respeito muito) disse como se sentia nos tempos atuais: “fora da casinha”. Foi a expressão que usou para explicar que percorreu um túnel do tempo por onde reencontrou e se informou sobre muitas das coisas acontecidas em décadas passadas e se sentiu fora do contexto atual. Para os da minha idade ou próxima (hoje, chego aos 67 anos), não é difícil que se sintam assim. Até porque somos de um tempo, pela metade do século passado, em que sequer se pensava em chegar aos anos 2.000. Quanto mais, ultrapassar em 22 anos!

Não sei se é uma questão metafísica ou psicológica. Creio que vou encontrar explicações para estes fenômenos nas duas áreas. Em qualquer dos contextos das relações sociais, encontram-se pessoas que parecem deslocadas destes tempos. Não é somente por aquela história dos filmes, quando demonstram um comportamento diferente e até no que vestem se diferenciam. Mas por terem uma “luz” que ultrapassa o senso comum, irradiando confiança, em todos os sentidos, com a capacidade de dizer o que for necessário sem criar atritos e atraírem pela forma como são acolhedoras.

Nesta etapa da vida, não creio que me encaixe nas definições que resumi da Internet, ao iniciar este texto. Mas um pouco de maturidade, com uma dose de sensibilidade e a vontade de ficar por mais tempo em silêncio tornam mais fácil envelhecer o corpo e, porque não, “envelhecer” a alma… Não é uma questão de decrepitude, com a sensação de que já se está mais perto do fim do que do começo. Existe um tempo de voltar, com a sensação de que não apenas se deixou a vida passar, mas a consciência de que se andou pelo Mundo como quem encontra um sentido no rumo do Universo…

sexta-feira, 3 de junho de 2022

O horizonte que se consegue alcançar


Vem. Senta aqui, ao meu lado.

Para um pouco e deixa voar a tua imaginação.

Veja o vale que se estende

Por detrás das ruazinhas da vila,

Aconchegada ao pé da colina.


Ali está a criança que brinca na rua.

Este, hoje, é todo o seu mundo.

Nada que vá além da calçada onde sentam os mais velhos,

Ou dos lugares onde desenha seus jogos.

O momento presente tem tudo de que necessita.


Ali vai o casal de enamorados.

Esqueceram do tempo,

Não percebem quem passa por eles,

E apenas importa que um possa olhar para o outro,

Ouvir a sua voz, sentir o seu perfume.


Ali, pela janela, o idoso vê o Mundo.

Debruçado no parapeito acompanha os jovens

Que não lhe prestam atenção.

E a criança que tem outras preocupações.

Já brincou naqueles mesmos lugares

E já teve seu coração transbordando

Pelos lábios de quem deu sentido à sua existência…


As diversas etapas da vida, num mesmo instante.

São paisagens de encantamentos.

Os sonhos não são o que

Nos afasta da realidade.

Os sonhos são necessários

Para dar sentido aos momentos

Difíceis em que se pensa em desistir.


Em qualquer idade, o importante é

Não perder o jeito de lidar com a magia.

Não é preciso fechar os olhos,

Mas deixar que o coração seja seduzido,

Na sensação de que o encantamento

Não se importa com o caminho andado, mas com

O horizonte que ainda se pode alcançar…