quarta-feira, 14 de outubro de 2026

Pelas janelas do tempo

Quartas com gosto de poesia:


Abre a janela para o tempo que passou, 

Busca nas lembranças um rastro que ficou. 

A página lida torna-se um sopro de eternidade, 

Onde a história simplesmente revela a tua verdade.



O vento do outrora balança a cortina de leve,

Desenha no espaço o tempo que a alma bebe.

São rostos e passos que voltam na saudade,

Tecendo de novo a etérea cumplicidade.


A poeira não encobre o que foi belo,

Revela o contorno do que é doce e singelo.

No fundo dos olhos reside o encanto por inteiro,

De um tempo vivido, sincero e verdadeiro.


E quando a tarde dormita no horizonte,

Bebes da memória como água de uma fonte.

O que o tempo suspira na curva da estrada, 

Deixa na alma resquícios de uma luz abençoada. 

(Revisão e imagem: Gemini. Áudio e vídeo em https://youtu.be/W8tbZRAMUZA)

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