Crônica Poética:
O sofá ainda é o mesmo. Largo, revestido de um tecido aconchegante, carregando a impressão de ter se moldado aos corpos que por ali passaram ao longo do tempo. Testemunha de longas conversas, de tardes em frente à televisão ou do esforço inútil de provar para as crianças que ele não era uma cama elástica.
**********
"O espaço onde os olhos iam pesando, vagarosamente, até que restasse apenas o ronronar de um sono sereno e profundo..."
**********
Ali repousaram confidências em dias em que os sorrisos tinham o poder de um bálsamo. Suficiente, talvez, não para apagar todas as dores, mas para lembrar que nenhuma ferida é tão funda que não mereça a bênção da cura.
Nas noites de festa do pijama ou nas maratonas intermináveis de doramas, ele formava o território do refúgio. O espaço onde os olhos iam pesando, vagarosamente, até que restasse apenas o ronronar de um sono sereno e profundo.
(Revisão e imagem: Gemini. Áudio e vídeo em https://youtu.be/e0RiBwbTfgo)

Nenhum comentário:
Postar um comentário