Quartas com gosto de poesia:
O tempo apresentou a conta por
Uma vida de andanças sem rumo.
A cada curva do caminho, dispensei quem
Julgava já ter me dado o que precisava.
Acertada para seguir meu destino.
A reciprocidade despertou minha alma
Quando as carências não encontraram
O amparo que julguei merecer.
Ao duvidar de mim mesmo,
Teu olhar venceu as barreiras
Do que restou da minha petulância,
Da arrogância que se fez minha guia.
E mesmo assim, tu te fazias presente…
Hoje, onde estiveres, estende a mão,
Segura a minha. Não a prende, a protege.
Quando desvelo a janela do passado,
As carências assopram a minha insensatez,
No abrigo onde encontro a doçura do teu abraço…
(Revisão e imagem: Gemini)

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