Quartas com gosto de poesia:
Nossos encontros foram ficando distantes,
As conversas perderam o compasso.
Os meios eletrônicos silenciaram,
Na ausência que magoa e cria ressentimentos.
Conviver foi um tempo em que havia
Pouco silêncio e ainda menos privacidade.
A infância e a juventude não demandavam
Senão as juras de amizade e amores eternos.
As palavras que antes transbordavam
Hoje repousam em caixas de memórias,
No pó de dias que se tornaram cinzentos,
Onde o tempo insiste em compassar a vida.
Um modo de pertencer ao que já se foi,
Tecendo, com fios de saudades,
O manto que encobre a própria solidão.
O silêncio são ausências doloridas.
No conforto de saber que fomos
Inteiros em cada afeto e em cada riso,
Pois o tempo que afasta e isola
É o mesmo que consagra o que já se viveu…
(Revisão e imagem: Gemini)

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