O Fio da Meada:
O cansaço e a desilusão com os rumos da política levam muitos brasileiros a cogitar pela abstenção no segundo turno das eleições, marcado para o dia 25 de outubro, acreditando que a multa por não comparecer é irrisória e que o voto perdeu o sentido. No entanto, ficar em casa é um erro que apenas abre espaço para que outros decidam o futuro de todos nós, enfraquecendo a voz coletiva e a representatividade social do cidadão.
A urna não representa apenas uma obrigação burocrática, mas sim a ferramenta mais poderosa de expressão cívica que possuímos para transformar a insatisfação em mudança real. Abster-se é abdicar voluntariamente do direito de cobrar, fiscalizar e exigir melhorias efetivas dos governantes eleitos. Ausente na votação, perde-se um direito básico: cobrar do eleito uma estrutura que mantenha com dignidade, especialmente, aqueles que têm mais dificuldades de sobreviver.
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"Um país justo não é do Lula ou do Bolsonaro, mas de todos nós que ainda acreditamos em dignidade e respeito, independente da posição partidária de cada um."
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Um chamado especial se dirige aos idosos que tanto trabalharam e contribuíram na trajetória deste país, pedindo que tenham, agora, sabedoria e deem exemplo de cidadania. Seu voto ecoa uma história de vida respeitável, servindo de farol para as novas gerações que observam o cenário nacional. A desobrigação do voto facultativo não lhes dá o direito de se omitirem. Ainda mais, em tempos de polarização, espera-se que deem o exemplo como agregadores e não fomentem divisões nefastas.
Votar não significa apenas escolher preferências partidárias isoladas, mas pensar no bem comum e na qualidade de vida de todos os cidadãos. Cada voto depositado atua como um tijolo indispensável na construção do país que se deseja legar aos nossos filhos e netos. Votar não é uma questão de certo ou errado, desde que seja feito com convicção. No entanto, omitir-se é um ato de covardia de quem abre mão da própria cidadania.
Pelo bem do Brasil (e de cada um de nós brasileiros), neste domingo, dia 25, faça valer a sua voz e supere todo e qualquer desalento, toda e qualquer decepção que tente desestimular a sua participação democrática. Mesmo que não faça parte das facções que se instalaram no país, vá às urnas pensando na nossa terra, na nossa gente e na esperança de dias melhores, de que nem tudo está perdido. Lembre que um país justo não é do Lula ou do Bolsonaro, mas de todos nós que ainda acreditamos em dignidade e respeito, independente da posição partidária de cada um.
(Revisão e imagem: Gemini. Áudio e vídeo em https://youtu.be/5Dend_91y44)


