Crônica Poética:
Tinha 12 anos quando saí de casa pela primeira vez para estudar como interno no Seminário. Levado por meu pai, havíamos acondicionado os poucos pertences em bolsas e sacolas emprestadas de parentes e vizinhos. Quando me despedi do seu Manoel e o vi se afastando em meio aos eucaliptos da avenida Dom Joaquim, meu coração se apertou. Ali, compreendi o que significava a ausência de meus pais, irmãos e amigos de infância. 🌳🎒
O ambiente e o modo de vida eram distintos. Submetido a um regime de disciplina até então desconhecido, precisei aprender a me virar sozinho, sem o colo ou o socorro familiar. No silêncio noturno do dormitório, encolhido sob o mosquiteiro, as lágrimas frequentemente molhavam o travesseiro. Contudo, na hora de retornar ao lar, eu diminuía o passo na chegada; secava o rosto para demonstrar fortaleza, ajustando os medos às pretensões quase infantis. 😢🛡️
Não houve arrependimentos. Os onze anos vividos naquela instituição foram suficientes para me proporcionar uma formação que, de outra maneira, possivelmente eu não alcançaria. Era uma rotina de estudos, cuidados domésticos, atividades físicas e religiosas. Esse tempo foi marcado por figuras admiráveis, como os padres Guerino, Olavo e Cláudio, que guiaram meus passos desde o ensino fundamental até a faculdade. 📚⛪
O Seminário funcionava como um casulo onde se formavam não apenas sacerdotes, mas lideranças sociais e humanas. Hoje, observando os rumos que cada um tomou, sinto orgulho de ter pertencido a uma geração que marcou a história da sociedade pelotense e do Estado. 🦋✨
A casa permanece como um ponto de referência — um lembrete de que o mundo, de vez em quando, precisa voltar seu olhar à espiritualidade para reconciliar-se com a sua própria humanidade. 🕯️🌍
(Revisão e imagens: Gemini. Áudio e vídeo em https://youtu.be/viiiIemhQHE)
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