Chegamos ao capítulo final da trilogia O Século, de Ken Follett. Se iniciamos a jornada com a queda das monarquias e atravessamos o rigoroso inverno da 2ª Guerra, em "Eternidade por um Fio" abrimos a janela para um mundo dividido por um muro de concreto e uma cortina de ferro.
Acompanhamos agora a terceira geração das famílias que o leitor aprendeu a conhecer. O palco principal é a Guerra Fria. Estamos nos anos 60, em meio à luta pelos direitos civis nos Estados Unidos (ao lado de Martin Luther King), a crise dos mísseis em Cuba e o surgimento do Muro de Berlim. É um período em que a humanidade viveu, literalmente, com a vida por um fio, sob a ameaça constante de um conflito nuclear.
O que toca profundamente nesta conclusão é a percepção de que a história não é feita apenas de grandes tratados, mas de pequenos atos de coragem. Vemos jovens em Berlim Oriental arriscando tudo por um sopro de liberdade, enquanto, no Ocidente, outros jovens lutam para romper as barreiras do preconceito.
Ken Follett mostra que a "Eternidade" do título é essa busca incessante do ser humano por conexão e justiça, algo que parece sempre escapar por um fio, mas que nunca se rompe totalmente. É um livro sobre a queda dos muros — físicos e mentais. É um exercício de memória afetiva: lembrar de onde estávamos quando o Muro de Berlim caiu ou quando os primeiros acordes do rock mudaram o comportamento social.
Ao fechar este terceiro livro, é impossível não refletir que a história é um ciclo de desafios. No entanto, a dignidade humana e o amor familiar são o fio de ouro que mantêm o tecido da vida unido, não importa quão forte sejam as tempestades políticas.
(Revisão e pesquisa: IA Gemini. Imagens: Canva. Áudio e vídeo em https://youtu.be/FLdFLUFKhks)
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