Crônica Poética:
Quebro o silêncio num encontro em que mateio com quem já se mostra indiferente, no comodismo que o faz refém de si mesmo, acomodado no medo de ousar. Apegou-se à inércia como a lágrima que procura uma bússola em meio à escuridão. Eterno viajante, ao sabor dos ventos, em busca de um coração onde, finalmente, encontre a definitiva morada.
Converso com quem já não encontra sentido no existir, onde a vida definhou, nas marcas que reduzem capacidades físicas, prolongam a vida para além do suportável e aportam silêncios que rondam a Eternidade. O tempo em que o presente vivido vislumbra inúmeras possibilidades, mas parece que nenhuma está ao alcance das mãos.
Eu proseio com Deus quando se faz uma roda de chimarrão, na capela desprovida de muros, à beira de um fogo de chão, onde a natureza é o átrio perfeito que conduz ao Sacrário em que pulsam os sentimentos. O lugar para se recolher ao silêncio, dádiva e bênção, alimentando a vida dos que perderam o gosto pela palavra e navegam ao sabor das futilidades, brilhando sem alcançar-lhes um sentido…
(Revisão e imagens: IA Gemini.Áudio e vídeo em https://youtu.be/egjFxVCU6PM)

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