Simplesmente assim:
em meio às páginas de um livro.
Espia ao derredor,
Espreguiçando-se do tempo que passou
Na penumbra, entre palavras, parágrafos,
Imagens, rabiscos e anotações…
Emerge de um passado
Em que alguém o acarinhou
Juntando ao som da palavra dita pela pessoa amada.
Desejava falar o que, talvez,
Presente, ficasse encabulado.
O que não foi pronunciado
Escorre pela tinta e pelo papel.
No afã do dizer,
A pulsação acelera
E a grafia se confunde,
Escondendo sentimentos nas rasuras
E detalhes no que ultrapassa a razão
E se transforma em expectativa.
Abriga-se na penumbra da palavra escrita.
Deparar-se com um bilhete de amor
É voltar ao passado e
Deixar que fale mais alto a humana curiosidade.
Como assinatura, apenas uma letra.
A sinergia perfeita entre dois amantes,
Que não precisam mais
Da grafia de um nome.
Tudo o que diz respeito ao outro
Ultrapassa a história
E se transforma em imaginação, surpresa e encantamento…
(Revisão: IA Gemini. Imagem: Canva. Este e outros textos em manoeljesus.blogspot.com. Áudio e vídeo em https://youtu.be/dnCS3eyO6h8?si=_7TjIG41fzu1ws-E)

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