domingo, 15 de fevereiro de 2026

Sou: Migrante

Crônica poética

Um dia fui parido pela terra. Em algum momento, atravessei fronteiras; em outro, deixei no horizonte meu lugar de origem. Onde nasci, já não me dá o direito de sobreviver. Partir era apostar num resquício de esperança, sempre com a vontade de um dia voltar. 

Fui europeu marcado a ferro e fogo pelas chacinas mundiais; judeus na diáspora que me levou pelo mundo; negro ao deixar a mãe África, agoniado nos porões dos navios negreiros.

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"O desejo da solidariedade sem preço, sem cor, sem gênero. Livre de preconceitos, apenas o sonho de pertencer à comunidade universal do ser humano!"

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Refugiado das guerras fratricidas que não provoquei. Criança, mulher e velho chicoteado pela fome. Vítima de regimes políticos que falam em defender-me, no entanto, descaradamente, cerram as portas da fraternidade. 

Como Jesus, no Egito, virei refugiado, à procura de abrigo e proteção. O desejo da solidariedade sem preço, sem cor, sem gênero. Livre de preconceitos, apenas o sonho de pertencer à comunidade universal do ser humano!

sábado, 14 de fevereiro de 2026

O Inverno que Mudou a História, de Ken Follet

 Janelas do Tempo

(Marcando histórias e memórias)

Se no primeiro livro vimos a "queda dos gigantes" das velhas monarquias na 1ª Guerra, em Inverno no Mundo, o foco muda para os filhos daqueles personagens. O cenário começa na Berlim de 1933, onde a democracia respira por aparelhos. Acompanhamos a família alemã von Ulrich tentando resistir à sombra do nazismo, enquanto, do outro lado do oceano, os americanos e ingleses despertam lentamente para o perigo que se aproxima. 

O livro passa pela Guerra Civil Espanhola, o ataque a Pearl Harbor e o desenvolvimento da bomba atômica. Um "inverno" metafórico: tempo de frio, medo e escuridão sobre a humanidade.

O que mais fascina nesta obra não é apenas o rigor histórico de Follett, mas a forma como humaniza os grandes eventos. Para o público que valoriza as relações familiares e a memória, o livro toca em um ponto sensível: como as escolhas dos pais ecoam nos filhos. Vemos jovens que precisam decidir entre a ideologia e a ética, entre o silêncio covarde e a resistência perigosa. 

É um livro sobre a perda da inocência. Se o primeiro volume era sobre a luta por direitos e espaço, este segundo é sobre a luta pela sobrevivência da própria dignidade humana. Para quem gosta de uma boa narrativa que faz viajar no tempo, é um convite a refletir sobre como as "nevascas" da política podem congelar, mas nunca destruir totalmente, o calor dos afetos humanos.

(Revisão, pesquisa e imagens: IA Gemini. Formatação: Canva. Este e outros textos em manoeljesus.blogspot.com. Áudio e vídeo em https://youtu.be/BApuKDjnsB0)


sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

Para além do que a vista alcança

O fio da meada: 

Diz o ditado que os olhos são a janela da alma. No entanto, na pressa, a gente se limita a enxergar superfícies e esquece a arte de olhar. Enquanto a visão é processo biológico, o olhar é uma escolha. Que exige demora. Requer que estaciones o foco naquilo - ou naquele - que está diante de ti.

No convívio com alunos e nas conversas do dia a dia, percebo que o olhar é o “gesto” que aproxima. Quando olhas para alguém com atenção, dizes: "Eu reconheço a tua existência". É então que o tempo revela o que estava oculto.  Passas a ler as entrelinhas de um sorriso ou o silêncio de uma saudade…

Porque o olhar não registra apenas imagens, ele constrói pontes. Afinal, a vida não está no que se vê, mas na profundidade da observação. Se a vista cansa, o olhar amadurece… Eis o motivo pelo qual quero fazer do meu 2026 um ano dedicado à "inculturação". O nome soa sofisticado, mas trata-se de entender que não basta lançar informação de cima para baixo. É preciso cuidar do chão onde a semente cai. Conhecer o cotidiano, a vivência e o jeito de cada um em sua realidade.

Com os recursos da modernidade, comunicar não é mais acumular teoria ou bagagem de informações. É transformar conhecimento em sabedoria para cada vivência específica, como os antepassados faziam. É garantir que a fala faça sentido na mesa da cozinha, no trabalho, no estudo, na diversão ou na fila do pão.

A comunicação acontece quando o meu olhar encontra o teu e se percebe, juntos, que puxamos o mesmo fio da meada: o convívio de gente que ainda - e sempre - quer aprender a cuidar de gente!

(Revisão: IA Gemini. Imagens: Canva. Este e outros textos em manoeljesus.blogspot.com. Áudio e vídeo em https://youtu.be/WloeHvowKDU)


domingo, 8 de fevereiro de 2026

Sou: Catador

Crônica poética

Sou catador pelas lixeiras das ruas esquecidas. Percorro as avenidas enquanto ainda dormes. Procuro no lixo a minha sobrevivência. Quando o dia desperta, andei por alamedas onde as pessoas dormiram sem frio, no calor dos seus leitos. Enquanto, no beco onde me abrigo, apenas papelões atenuam os efeitos da umidade e do abandono.

 Sou catador pelas lixeiras das ruas esquecidas. Entre aqueles que dormem ao meu lado, não há discursos, mas sim o instinto por sobrevivência. Vivenciam sem teorias a partilha que religiosos e ativistas sociais defendem, sem conhecer a prática. “Benemerentes” e aliviados em suas consciências, muitas vezes, voltam “satisfeitos” para o aconchego da sua casa, na madrugada.

Não sabem o quanto é doloroso partilhar do pouco que se tem com quem vive da mesma miséria. Na manhã, zumbis que ressurgem de sobe a ponte, o beco, o parque… Apagados para a sociedade, esquecidos pelo mundo… Aquele que viu definhar a chama no olhar sabe que dignidade é artigo de luxo que já não lhe pertence. E a sociedade não se importa em colocar ao seu alcance…

(Revisão: IA Gemini. Formatação e imagens: Canva. Este e outros textos em manoeljesus.blogspot.com. Áudio e vídeo em https://youtu.be/FXfBHoBKQnM)

sábado, 7 de fevereiro de 2026

Queda de Gigantes, de Ken Follet

Janelas do Tempo

(Marcando histórias e memórias)

O livro Queda de Gigantes, da trilogia O Século, de Ken Follet, narra o destino de cinco famílias de diferentes nacionalidades e classes sociais (americanos, alemães, russos, ingleses e galeses) cujas vidas se entrelaçam durante o início do século XX. O cenário principal é a Primeira Guerra Mundial e a Revolução Russa. A trama leva das minas de carvão em Gales aos palácios da aristocracia londrina, passando pelo nascimento da União Soviética e a luta das mulheres pelo direito ao voto.

No centro de tudo, acompanhamos personagens como Billy Williams, um jovem minerador, e Lady Maud Fitzherbert, uma aristocrata à frente de seu tempo que luta contra o conservadorismo da própria classe. É a história da ruína dos antigos impérios (os "gigantes") e o nascimento de um novo mundo. Nele, destacam-se o papel da mulher, o valor da família em tempos de crise, assim como a memória e mudanças.

Ken evidencia a luta das sufragistas. Lady Maud e Ethel Williams representam a força feminina que, em meio ao caos da guerra, começou a conquistar espaços que antes eram proibidos. Sua audiência se identificará com essa resiliência. Mostra como as guerras e as decisões políticas dos poderosos afetam a mesa da cozinha e o sono das famílias comuns. É um olhar humano sobre a história oficial.

"Queda de Gigantes" simboliza o início de uma era mais democrática (embora dolorosa). Um convite à reflexão sobre como o mundo que nossas mães e avós conheceram mudou em tão pouco tempo. Embora uma parte dos historiadores fique nas rusgas militares do conflito mundial, o autor procura entender que, por detrás de interesses políticos e econômicos, há o sacrifício de uma população que serve como “massa de manobra” para interesses que, nos bastidores, movimentam as “engrenagens” das relações internacionais…

(Revisão e pesquisa: IA Gemini. Formatação e imagens: Canva. Este e outros textos em manoeljesus.blogspot.com. Áudio e vídeo em https://youtu.be/mabbi64nnaI)


sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

Paz, equilíbrio e saúde mental

O fio da meada:

Retorno aos espaços em jornais e redes sociais, tratando de temas da atualidade. Estou atrasado, mesmo assim, gostaria de falar sobre a campanha Janeiro Branco. Trata da depressão, doença que se manifesta por meio da tristeza, perda de interesse, redução da energia, angústia, ansiedade... Uma realidade em expansão entre pessoas com mais de 60 anos. Embora a ciência possibilite a longevidade, a qualidade desse tempo de vida ainda impõe desafios. O adoecimento emocional na velhice cresce em ritmo diferente do aumento da expectativa de vida.

Nesse cenário, a Janeiro Branco, iniciada pelo psicólogo Leonardo Abrahão, que ganhou repercussão nacional, atua como um alerta para a conscientização sobre a saúde mental de um grupo que enfrenta a solidão. O tema deixa de ser uma questão de bem-estar individual para se tornar uma questão de saúde pública. O impacto atinge as famílias e evidencia a necessidade de redes de apoio e de cuidadores capacitados.

Desde 2014, a campanha propõe ações que garantam o acesso ao atendimento psíquico nos sistemas público e privado. O sofrimento da mente não é um problema restrito ao indivíduo ou à família, demanda atenção social e estrutural. Além de buscar viver mais, torna-se necessário preparar o ser humano, desde a infância, para as etapas do envelhecimento.

Motivo pelo qual a Janeiro Branco não é apenas campanha de um mês, sequer de um ano: precisa ser um alerta constante. Acolher e tratar a questão evita o desgaste de núcleos familiares e instituições. O lema deste ano - Paz, Equilíbrio e Saúde Mental - convoca ao olhar preventivo para quem cuida e para quem convive com o idoso. A abordagem exige o abandono de preconceitos diante da finitude: a certeza de que a vida pressupõe o nascimento e, um dia, a definitiva partida…

(Revisão: IA Gemini. Imagens geradas pelo Canva. Este e outros textos em manoeljesus.blogspot.com. Áudio e vídeo em https://youtu.be/v378016lMyk)


domingo, 1 de fevereiro de 2026

Sou: incompletude

Olá, bom dia! Volto à rotina de publicação de meus textos. Aos domingos, passa a se chamar “Crônica poética”. Sexta-feira, o artigo da semana se chama “O fio da meada” e, aos sábados, publico uma resenha das minhas leituras em “Janelas do tempo (Marcando histórias e memórias)”. Por favor, leiam, escutem, assistam e comentem. Como em 2025, começo com quatro textos mais densos, socialmente. Bom proveito!


Crônica poética

Eu não vejo do jeito que vês; eu não ouço da forma como entendes o Mundo; eu não falo com a sofisticação que se espera dos "normais". Eu não entendo o que dizes e, quando te dou o meu melhor sorriso, sem que compreendas, não me chame de maluquinho…

Vou sempre responder a um olhar que entendo como de atenção com o melhor afago de um abraço. O Criador me ajustou para que eu fosse sempre franco e não distinguisse sinceridade de sarcasmo.

Quando, na calada do teu ser, fazes um diagnóstico, eivado pelo teu preconceito, afirmando que me falta um sentido ou um "parafuso", tu me fazes diferente de todos os outros. Torno-me um desafio permanente diante da tua "normalidade".

A pessoa que desafia as tuas relações, que derruba a lógica dos sentimentos. A angústia é a expectativa de que a minha incompletude seja a oportunidade de exercitares a tua própria humanidade!

(Revisão com a IA Gemini. Formatação e imagens, Canva. Este e outros textos em manoeljesus.blogspot.com. Áudio e vídeo em https://youtu.be/yB53G8iZNwI)


sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

A Complicada Arte de Ver,

Olá, Bom-dia! Obrigado por ter me acompanhado neste mês de janeiro, interpretando textos que não são de minha autoria. Para encerrar este ciclo, vou ler 

do educador e humanista Rubem Alves.

"Os poetas ensinam a ver. Ver é muito complicado. Isso é estranho porque os olhos, de todos os órgãos dos sentidos, são os de mais fácil compreensão científica. A sua física é idêntica à física óptica de uma máquina fotográfica: o objeto do lado de fora aparece refletido do lado de dentro. Mas existe algo na visão que não pertence à física.

Há muitas pessoas de visão perfeita que nada veem. 'Não é bastante não ser cego para ver  as árvores e as flores. Não basta abrir a janela para ver os campos e os rios', escreveu Alberto Caeiro. O ato de ver não é coisa natural. Precisa ser aprendido.

Nietzsche sabia disso e afirmou que a primeira tarefa da educação é ensinar a ver.

A diferença se encontra no lugar onde os olhos são guardados. Se os olhos estão na caixa de ferramentas, eles são apenas ferramentas que usamos por sua função prática. Com eles vemos objetos, sinais luminosos, nomes de ruas e ajustamos a nossa ação. O ver se subordina ao fazer. Isso é necessário. Mas é muito pobre. Os olhos não gozam.

Mas, quando os olhos estão na caixa dos brinquedos, eles se transformam em órgãos de prazer: brincam com o que veem, olham pelo prazer de olhar, querem fazer amor com o mundo."

(Revisão: IA Gemini. Formatação e imagens: Canva. Este e outros textos em manoeljesus.blogspot.com. Áudio e vídeo em https://youtu.be/7F6711jdahE)

domingo, 25 de janeiro de 2026

Uma melodia incompleta

Simplesmente assim:


Foi a vida quem formou a orquestra.

Para definir os acordes, 

Precisou de um longo tempo:

A seleção dos instrumentos, 

A afinação no ritmo necessário, 

Os músicos que se achegam

Como se o destino os tivesse invocado.


Longo tempo para amadurecer a partitura

E, mesmo assim, ao final da derradeira nota, 

Enquanto ainda paira no ar,

A sensação de que faltou um detalhe

Que fizesse o arremate da labuta

Entre sonhos, instrumentos e a realidade…

Quando descem as cortinas, queda-se, 

No desejo de contemplar o que ainda pode ser feito. 


Ao recolher os elementos

Que compõem uma melodia incompleta, 

Músicos e plateia intuem que

O maior espetáculo da terra acontece

Quando germina uma expectativa.

O próximo concerto é a oportunidade de buscar

A harmonia que transborda da alma, adoça o coração 

E embebeda os sentidos do mais puro e doce mistério!


(Revisão: IA Gemini. Imagens: Canva. Este e outros textos em manoeljesus.blogspot.com. Áudio e vídeo em https://youtu.be/bfaKhScs284)

sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

Queimei o barco…

Texto:

De Felipe Silva

Queimei o barco. Não por coragem. Por necessidade. Porque algumas guerras não permitem rota de fuga. Ou você avança, ou é engolido pelo próprio medo. O fogo atrás de mim não foi símbolo de vitória. Foi a lembrança de que não existe mais amanhã confortável, nem descanso fácil, nem atalhos. Só existe o caminho adiante.

Aprendi que quando você elimina a saída, a mente para de negociar com a fraqueza. A alma para de pedir descanso. O corpo entende que só há duas opções. Ou você vence, ou você morre tentando. E eu escolhi vencer.

Ninguém vê o peso que eu carrego nas costas. Ninguém sente o frio que eu engulo sozinho. Mas isso nunca importou. Meu destino não depende de aplausos. Depende da minha capacidade de continuar, mesmo quebrado, mesmo cansado, mesmo sangrando em silêncio.

A verdade é que não existe volta para quem nasceu para avançar. Não existe retorno para quem fez do próprio inferno a sua motivação. Quando eu disse que queimei o barco, não era poesia. Era fato. Era aviso. Era pacto comigo mesmo.

Vai dar certo. Não porque o mundo vai facilitar. Mas, porque eu não deixei alternativa. Porque cada queda me treinou. Cada perda me moldou. Cada noite escura me blindou. Eu não tenho aonde voltar. Eu só tenho onde chegar. E eu vou chegar. Custando o que custar. Porque quem queima o barco não teme a tempestade.

(Revisão: IA Gemini. Imagens: Canva. Este e outros textos em manoeljesus.blogspot.com. Áudio e vídeo em https://youtu.be/vjwo3UwL_U4)


domingo, 18 de janeiro de 2026

A penumbra da palavra escrita

Simplesmente assim:


Um pedaço de papel desperta a curiosidade 

em meio às páginas de um livro.

Espia ao derredor, 

Espreguiçando-se do tempo que passou

Na penumbra, entre palavras, parágrafos,

Imagens, rabiscos e anotações…

Emerge de um passado 

Em que alguém o acarinhou

Juntando ao som da palavra dita pela pessoa amada.


Desejava falar o que, talvez, 

Presente, ficasse encabulado.

O que não foi pronunciado

Escorre pela tinta e pelo papel.

No afã do dizer,

A pulsação acelera

E a grafia se confunde,

Escondendo sentimentos nas rasuras

E detalhes no que ultrapassa a razão 

E se transforma em expectativa. 

 

Abriga-se na penumbra da palavra escrita. 

Deparar-se com um bilhete de amor

É voltar ao passado e

Deixar que fale mais alto a humana curiosidade.

Como assinatura, apenas uma letra.

A sinergia perfeita entre dois amantes,

Que não precisam mais

Da grafia de um nome.

Tudo o que diz respeito ao outro

Ultrapassa a história 

E se transforma em imaginação, surpresa e encantamento…


(Revisão: IA Gemini. Imagem: Canva. Este e outros textos em manoeljesus.blogspot.com. Áudio e vídeo em https://youtu.be/dnCS3eyO6h8?si=_7TjIG41fzu1ws-E)

sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

Benditos sejam os amigos

Texto de Lúcia Guimarães

Benditos sejam os que chegam em nossa vida em silêncio, com passos leves para não acordar nossas dores, não despertar nossos fantasmas, não ressuscitar nossos medos.

Benditos sejam os que se dirigem a nós com leveza, com gentileza, falando idioma da paz, para não assustar nossa alma.

Benditos sejam os que tocam nosso coração com carinho, nos olham com respeito e nos aceitam inteiros com todos os erros e imperfeições.

Benditos sejam os que, podendo ser qualquer coisa em nossa vida, escolhem ser doação.

Benditos sejam esses seres iluminados que nos chegam como anjo, como flor, ou passarinho, que dão asas aos nossos sonhos e tendo a liberdade escolhem ficar e ser ninho.

Benditos sejam os Amigos!

(Revisão: IA Gemini. Imagens: Canva. Este e outros textos em manoeljesus.blogspot.com. Áudio e vídeo em https://youtu.be/GVuqjB6xz2Y)


domingo, 11 de janeiro de 2026

Longe de apagar a esperança…

Simplesmente assim:


Palavras foram balbuciadas com

O mel que escorre pelos sentidos,

Na doçura do momento

Em que cessa o instante e vira Eternidade.

Quantas vezes quis lembrar

Do que havias dito.

Inquietante esquecimento,

Que arranha o pleno significado…


O que se perde nas brumas do tempo

É a procura pela forma ideal do encontro.

Nos sonhos e idealizações,

Persiste o eco da voz,

Como a semente que gera uma nova perspectiva.


As palavras renascem

Na angústia de ver se o que brotou na alma 

- E transpôs os lábios - 

Tornando-se, enfim, pertença.

Para além do que foi dito,

As lembranças cravejam o presente,

No ar que bruxuleia, longe de apagar a esperança…


(Revisão e imagens com a IA Gemini. Áudio e vídeo em https://youtu.be/o5W-ubjP2WA)

sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

Deixe-me ver você começar a viver agora

Autora: Ida Drumond

Não amanhã. Não quando tudo estiver resolvido. Não quando o medo silenciar. Agora.

Viver não é ausência de quedas, é coragem de levantar com o coração inteiro. Não é ter todas as respostas, é caminhar mesmo carregando perguntas.

Quando você escolhe viver, o tempo deixa de ser prisão e se torna passagem. O passado solta a mão, o futuro desacelera e o agora respira.

Deixe-me ver você sair do modo espera. Respirar fundo, habitar o próprio corpo. Dizer sim à vida que pulsa, mesmo imperfeita, mesmo em construção.

Viver agora é confiar que cada passo consciente já é encontro. E eu estou aqui, não exigindo perfeição, apenas presença.

(Imagens e revisão com a IA Gemini. Áudio e vídeo em https://youtu.be/YmvRen-jqbA)


quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

Um anjo travesso

Simplesmente assim:

Um filhote de anjo arteiro

É um humano que

Precisa se acostumar com a Eternidade.

Ainda não está pronto, então,

Percorre os Céus pensando 

Em quando voltará à Terra…

Anjos guardiões o tutelam,

De olho para que se comporte.


É um curioso, 

Os tutores se revezam:

Um é um poço de paciência 

E apenas sorri quando apronta…

O outro, causa calafrios

Ao alertar apenas com um olhar.


As figuras etéreas que

Encontra pelo caminho

Alcançam a beleza da inocência

Que diviniza o humano no 

Direito de secar os olhos de uma mãe, 

Ou de um filho que ainda vai aprender

O sentido desta lágrima. 


Não entende de asas.

Precisa aprender 

A utilizar as mãos, o olhar 

E o abraço como forma de encobrir e proteger.

Eles não desamparam.

No umbral de um sonho,

Volta os olhos para os Céus:

Um Anjo travesso vai piscar

E, sorrindo, murmurar pelo teu nome!


(Imagens e revisão com a IA Gemini. Áudio e imagens em https://youtu.be/Xcde1WB71SM)


sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

A vida é breve. O amor é urgente

Bom-dia. Sempre tive vontade de interpretar e compartilhar textos de pessoas às quais admiro. O papa Francisco é o primeiro. Por favor, leiam, ouçam, assistam e comentem.


Texto atribuído ao papa Francisco

 

"As paredes dos hospitais ouviram orações mais honestas do que as igrejas...

Testemunharam beijos muito mais sinceros do que aqueles nos aeroportos…


É nos hospitais que você vê um homofóbico sendo salvo por um médico gay.

Um médico privilegiado salvando a vida de um mendigo...

Nos cuidados intensivos, você vê um judeu cuidando de um racista...

Um policial e um prisioneiro na mesma sala recebendo os mesmos cuidados...

Um paciente rico à espera de um transplante de fígado, 

Pronto para receber o órgão de um pobre doador…

É nesses momentos, em que o hospital toca as feridas das pessoas, 

Que mundos diferentes se cruzam de acordo com um desenho divino. 


E nessa comunhão de destinos, percebemos que sozinhos, não somos nada.

A verdade absoluta das pessoas, na maioria das vezes, só se revela 

Em momentos de dor ou na ameaça real de uma perda irreversível.

Um hospital é um lugar onde o ser humano remove suas máscaras e 

Se mostra como realmente é, na sua mais pura essência.


Essa vida vai passar rápido, 

Então não a desperdice lutando com as pessoas:

Não critique muito o seu corpo.

Não reclame excessivamente.

Não perca o sono por causa das contas.

Certifique-se de abraçar os seus entes queridos.

Não se preocupe muito em manter a casa impecável.


Os bens materiais devem ser ganhos por cada pessoa.

Não se dedique a acumular uma herança.

Tá esperando demais: 

Natal, sexta-feira, ano que vem, quando tem dinheiro,

Quando o amor chega, quando tudo é perfeito…


Escute, perfeição não existe.

Um ser humano não pode alcançá-la porque, 

Simplesmente, não fomos feitos para sermos perfeitos aqui.

Aqui, temos a oportunidade de aprender.

Então, aproveite ao máximo este momento da vida. E faça-o agora.

Respeite a si mesmo, respeite os outros. 

Trilhe seu próprio caminho, e deixe ir o caminho 

Que os outros pensaram para você.

Respeito: não comente, não julgue, não interfira.

Ame mais, perdoe mais, abrace mais, viva mais intensamente!

E deixe o resto nas mãos do Criador.”


(Imagens e revisão com a IA Gemini. Audio e vídeo em https://youtu.be/mZ3m8B1PmHU)